quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

13º Capítulo - "Desde quando és tão lamechas Kun?"

Olá meus amores, aqui vai mais um, espero que gostem. 
Feliz Natal meus amores, espero que recebam muitas prendinhas, e que tenham muitos mimos, muitos muitos besitos!


(Kun)

Ela não dizia nada, e eu estava a começar a pensar que se calhar era cedo para ter feito tudo isto, provavelmente devia ter deixado passar mais tempo porque a nossa zanga não foi propriamente pacífica e estava a formular uma espécie de pedido de desculpas quando ela fala.

- Levanta-te Kun, não precisavas de tudo isto para eu te dizer que sim, óbvio que quero namorar contigo, mas porquê o anel?
- Porque quero que sejamos como casados, eu quero ser comprometido contigo, quero que todos saibam que és a minha miúda, que és tu quem eu amo, quero algo material que nos ligue.
- Desde quando és tão lamechas Kun? - Perguntou ela com o seu maior sorriso fazendo-me uma careta, daquelas que a faz fazer covinha do lado esquerdo e erguer uma sobrancelha, como ela é linda.
- Desde que te perdi a primeira vez e jurei para nunca mais. - Olhei-a sério.

(Maria)

Nunca na minha vida tinha encontrado alguém como o meu Agu. Alguém que lutasse assim por mim. Alguém que me amasse tanto e estivesse disposto a perder a própria família para ficar comigo.
Passou um mês, um mês de namoro, de algumas birras de ambas as partes por ciúmes, apenas e só ciúmes, eu com as doidas atrás dele, e ele com um colega da faculdade; também muitos mimos e muitas conversas de como seria passado o nosso Natal, já que a situação com a mãe dele era péssima. Hoje era o último dia de campeonato, depois só em Janeiro e eu estava com a minha irmã no estádio, estava apinhado, o City estava bem, estava em primeiro lugar da Premier e o meu Kun, mais contente não poderia estar, ajudar a equipa com tantos golos marcados fazia-o sentir-se bem, sentir-se realizado!

- Tudo o que marcar é para ti pequeña, te quiero. - Disse-me dando-me um beijo apressado.
- Te quiero Agu. - Disse-lhe mandando um beijo soprando, para ele.

O Kun marcou, e fez questão de mandar um beijo para os camarotes, olhando para mim.

( Uma coisa assim parecida, mas com ele todo sorrisos como devem imaginar! )


- Tanta baba Maria. - Comentou a Mel.
- Tanta inveja Mel. - Respondi na mesma moeda.
- Tens piada às vezes maninha.
- Tenho? Agora a sério, quando é que tu arranjas um homem?
- Óh Maria, eu quero lá saber de homens, eu tenho é trabalho, muito trabalho. 

(Kun)

O jogo acabou, estava na altura das férias e eu, a Maria e a Melissa partíamos na manha seguinte, com o léo, para a Argentina, ainda não sabia bem como seria o meu Natal, só queria que passasse o mais rápido possível.

- Mi reina. - Abracei-a assim que saí do balneário e a vi.
- Agu, mas que golo! - Disse super animada.
- Tudo para ti guapa. - Estava a precisar dos beijos e dos abraços dela.

(Maria)

- Estás estranho,..!
- Não sei como vai ser amanhã preciosa. - Disse agarrando-me as mãos, fazendo pequenos círculos nelas.
- Amanhã? Vamos para Quilmes e só tens é de ter calma, vais falar com a tua mãe e vamos resolver as coisas com a minha família.
- Falar com a minha mãe? Nem penses amor. 
- É Natal, não a vais deixar sozinha Kun.
- Como é que consegues ser assim tão,..perfeita? Depois do que ela nos fez, tu ainda queres o bem dela.
- É tua mãe, tem de ser cariño, mas depois podes vir ter comigo, dormíamos assim juntinhos. - Disse puxando-o pelas calças de fato treino, para mim, mordendo o lábio.

(Kun)

- Tenho saudades tuas. - Sussurrei.
- Já não sei, nem quero viver sem ti mi amor. - Começou a beijar-me o pescoço.
- Anda cá reina. - Pu-la no meu colo e levei-a para o quarto.

***

Acordei assustado com a campainha a tocar freneticamente. Abri a porta ainda a esfregar os olhos.

- Oh Sergio, veste-te!
- Mas estás aqui a esta hora a fazer o que Melissa?
- Temos um avião para apanhar.
- Ah, sim esqueci-me disso. Vou acordar a tua irmã e vamos,..
- Nem quero saber do resto Kun - interrompeu ela - vou brincar com o léo.

- Amor, temos de ir embora. - Dizia enquanto a enchia de beijos nas bochechas.
- Já? - Disse com carinha de sono espreguiçando-se.
- Sí reina, depois dormes no avião.

(Melissa)

Estávamos no avião a ter uma conversa sobre como seria quando lá chegássemos, até que percebi que estava a falar sozinha, tinham adormecido. Resolvi tirar uma foto do momento de ternura daqueles dois.



- Mana - sussurrei - acorda, vamos aterrar.
- Já chegámos? - Perguntou ela abrindo um só olho.
- Já, anda lá. Acorda o Kun, vamos embora.

***

(Maria)

- Têm a certeza que devo ir? Eu posso ir para um hotel ou assim.
- Não vais nada para um hotel Agu, vens connosco e depois de falares com a tua mãe logo decidimos, ainda é só dia 22, temos algum tempo.
- Sim, o nosso pai vai perceber que tu não tens culpa nenhuma, vocês amam-se, só têm de aceitar. - Resmungou a Mel.

Tocámos à campainha e foi a minha mãe quem veio abrir.

- Oh minhas filhas lindas, que saudades. - Disse enchendo-nos de beijos, dando logo de seguida imensas festinhas ao léo - que cão tão lindo.
- Também tínhamos saudades mãe. - Respondeu a Mel - é do Kun.
- Olha, acho que há coisas a resolver Mamá! - Disse à minha mãe olhando para o Agu.
- Há sim, eu já o aceitei desde aquela vez, e vais ver que o teu pai também, tive umas conversas com ele.
- Não era preciso mãe, eu posso resolver.
- Meu amor, é claro que era preciso, eu sei que o Sergio não te quer mal, nem a ti nem a nós e o teu pai reage muito a quente, vá vamos entrar que tenho o comer quase feito.

Entrámos em casa e nada me podia espantar mais do que ver o meu pai cumprimentar o Kun como se realmente não tivesse acontecido nada.