domingo, 26 de outubro de 2014

12º Capítulo - "Estava perdida naquele homem"

Olá meninas. Aqui vai mais um capítulo, depois de algum tempo, mas pronto, é o que tenho conseguido, espero que gostem e comentem, beijinhos.

(Kun)

- Tive tanto medo Kun. - Dizia ela agarrada a mim, ainda com lágrimas a escorrerem pelo rosto.
- Foi um pesadelo, só isso meu amor, eu não saio mais daqui, anda tentar dormir, ainda é de madrugada. - Disse com a voz mais calma possível.
- Posso dormir aconchegada a ti? - Perguntou envergonhada.
- Isso é pergunta princesa? Anda cá. - Puxei-a para mim e dormimos o mais agarrados possível, ela estava em pânico, sentia-a a tremer.

Quando senti a respiração mais pesada e o corpo a descair, percebi que ela tinha consigo acalmar-se e adormecer. Aconcheguei-me mais nela, e adormeci.

(Maria)

Acordei e o Kun estava todo destapado e numa posição nada confortável, tentei ajeitá-lo sem o acordar e fui tomar um banho, sentia-me estranha, com os olhos inchados, sabia o que tinha acontecido, mas não consigo lembrar-me do que sonhei. Pus a água a correr e meti-me dentro da banheira. Passado uns minutos senti uns braços rodearem-me, aquele cheiro característico não enganava ninguém. Senti-me nervosa. O Kun ia enchendo as minhas costas de beijos, até que me virei para ele, olhei-o nos olhos e senti sem qualquer duvida na minha cabeça, que ele é o meu homem, com quem eu quero ficar, aconteça o que acontecer.

(Aguero)

Tentei controlar-me ao máximo, não queria fazer nada que a Maria não quisesse, simplesmente não me mexia, e ela ria, ria imenso, só consegui rir também, era impossível não sorrir ao ouvir a gargalhada daquela miúda, mas ela estava a picar-me, estava mesmo, até que me começou a dar beijos ao de leve.



(Maria)

Estava perdida naquele homem. Queria que o Kun percebesse o que eu queria sem ter de lhe dizer, e com isso estava a levá-lo à loucura, o que me fazia rir, visto que o esforço dele, para se controlar, estava a ser muito. Senti que tinha de acontecer, e eu queria, eu queria mesmo fazer amor com ele.
Não demorou muito até ele perceber o que eu realmente queria. Apenas me olhou nos olhos e pronunciou um "tens a certeza?" ao que eu respondi com um beijo prolongado que não deixei que acabasse. Acabou por me pegar ao colo e levar-me para a cama, onde me pousou com a maior delicadeza possível.

(Kun)

Estava ciente de que isto era importante para ela, assim como era para mim, por isso não pensei em mais nada e levei-a para a cama, e senti os nossos corpos unirem-se num só, tinha sido provavelmente a melhor coisa para provar que contra este amor, nada vale.

- Estás arrependido Agu?
- Estou apaixonado princesa, amo a tua personalidade, amo o teu sorriso, amo essas covinhas que fazes quando estás envergonhada, amo o teu corpo, amo-te, amo-te tanto.
- Óh mor, assim deixas-me sem jeito, mas não respondes-te.
- Ainda tens duvidas reina? - Beijei-a.
- Te quiero! - Disse ela entre beijos.

(Maria)

- Quer horas são Kun?
- Horas de irmos comer alguma coisa, que há tarde tenho treino bebé. - Disse ele beijando-me o pescoço, descendo para o ombro.
- Pois, e não queres ficar cansado para o treino amor. - Disse afastando-o.
- Sim tens razão, mas era um cansaço tão bom reina. - Só me consegui rir.
- Vá e almoçamos o quê? - perguntei entrando na dispensa - Pode ser uma salada, misturamos imensas coisas que aqui tens, não convém ficares muito cheio.
- Ai tão linda, ela toda preocupada. - Agarrou-me por trás na cintura. Virei-me para ele.
- Kun, vá lá assim não consigo.
- Não consigo largar-te princesa.
- É e não tarda quem não consegue sou eu, anda lá Agu, temos de comer.
- Pronto vá princesa, vamos lá.

Fizemos o almoço, uma salada rápida, e o Kun seguiu para o treino, fui com ele, queria ir ter com a minha irmã, que estaria lá de certeza.

(Melissa)

- Uau, bons olhos vejam a minha maninha. 
- Oh até parece Mel, hoje já vou para casa!
- Vais? Porque é que não ficas com o Kun?
- Pronto, quem é que já levas-te para lá?
- Ninguém, até porque eu sabia que ias voltar, um dia. - Brinquei.
- És mesmo parva, diz lá, quem é o sortudo? - Insistiu ela.
- A sério não é ninguém, eu estava a meter-me contigo, eu transformei foi o teu quarto no meu escritório, aquilo é só papelada dos jogadores do City. - Basicamente era verdade, já não tinha espaço para tanta coisa, eram tantos relatórios médicos que já não sabia onde pôr.
- Ah, está bem, queres que fique com o Kun então?
- Não te importas meu amor?
- Claro que não, tens é de me deixar ir lá buscar coisas.
- Sim claro. Olha lá e essa conversa correu bem, esse sorriso,..! - Mudei de conversa.
- Depois sim, correu, mas quando lá cheguei, a mãe do Kun estava basicamente a obrigá-lo a ficar com a outra, e não gosto nada de o ver contra a mãe, mas pronto, aquela mulher é mesmo má! Tens a noção que ela já nos conhecia e tentou roubar a nossa família?! - Fiquei em choque com o que ouvia da boca da minha irmã, eu sendo mais velha que ela sabia pormenores que ela desconhecia, e saber que tinha sido a mãe do Kun que tinha provocado tudo aquilo,.. ia ser mesmo complicado algum dia as nossas famílias darem-se bem.
- O quê?! A mãe do Kun?! Tens a certeza disso?
- Tenho, infelizmente tenho Mel.
- Essa mulher não vale mesmo nada. Apesar de ser mãe dele, desculpa cariño, mas não podes perdoá-la.
- Ela nem gosta de mim, portanto podes perceber né!
- Mas estas confusões todas não são a razão desse sorriso pois não?
- Fizemos amor. - Disse a Maria tão rápido que quis ouvir melhor.
- Vocês o quê? - Delirei.
- Fizemos amor Mel. 
- Aiii que lindos, já mereciam um tempo para vocês. - Abracei-a, aquele sorriso dava-me orgulho.




(Maria)

Depois de tanta conversa e de me despedir da minha irmã, fui até ao estacionamento, o treino já deveria ter acabado, e deduzi isso mesmo porque já não haviam carros na garagem, que era onde todos os jogadores os deixavam, nem mesmo o do Kun. Voltei para o gabinete da Mel.

- Mel, viste o Kun?
- Não princesa porquê?
- O treino já acabou, ele foi-se embora e nem me disse nada. - Isto não era nada do meu Agu.
- Tens a certeza? já viste o teu telemóvel e assim? - Tirei-o do bolso e mostrei à Mel.
- Como podes ver, nada!
- Vai procurar pelo estádio, pode ser que encontres, agora não posso mesmo ajudar-te.
- Eu vou tentar encontrá-lo.

(Kun)

Sabia que tinha de me despachar a tratar de tudo antes da Maria ir à minha procura. A Melissa quis ajudar, e enquanto tentava empatar a Maria, disse que lhe dava um toque quando tivesse tudo preparado. e quando acabei, olhei para o que fiz, estava realmente bonito, só aquele mulher para me pôr assim. Estava tudo arranjado, tudo preparado, estava na hora de ir ter com ela. Vi-a de costas e resolvi agarrá-la pela cintura.

- Olá mi reina.
- Ai Kun, que susto!
- Calma princesa. Vem comigo. - Peguei na mão dela e puxei-a.

(Maria)

O Kun levou-me ao centro do relvado, fez um coração de pétalas intercaladas com velas vermelhas e com um anel na mão, ajoelhou-se.

- Foi onde tudo começou, é o nosso sítio especial, foi onde o meu olhar cruzou com o teu e onde o meu coração começou a bater mais rápido, é aqui que quero viver este momento, quero ter-te para mim e dizer a todos o quanto eu te amo, quero fazer-te feliz, quero que sejas a minha pequenina, quero que digas que o "nós" vai ser para sempre. Maria, queres namorar comigo?