domingo, 28 de setembro de 2014

11º Capítulo - "Fui eu? Tens a certeza? Então foste embora porquê?"

Olá!
Ok, eu sei que isto é um "crime", estive de férias e fui uma desleixada nos caps, e não há desculpa, não há mesmo, o que houve aqui foi mesmo muita falta de inspiração, mas aqui vai e prometo (prometo mesmo!) que vou tentar postar com mais regularidade, é pequenino mas não deu mesmo para mais, espero que mesmo assim gostem e comentem, besos.

(Aguero)

- Pois temos Sergio, aliás e uma conversa bem séria, achas que dá?
- Hum, bem, eu vou embora Kun, qualquer coisa liga-me sim? - Deu-me um beijo e virou costas.
- Espera Maria, fica, a conversa envolve a tua família, por isso, fica. - Disse o meu pai.
- Tem a certeza?
- Tenho!

Entrámos em casa, fomos directos à sala, o meu pai parecia querer falar de algo mesmo sério, no entanto estava o mais sereno possível.

- Podes começar pai.
- Primeiro queria pedir-te desculpa por ter desaparecido assim, de repente, e sem avisar fosse quem fosse. 
- Não peças, já passou, aliás sobrevivi não é? - A Maria apertou-me a mãe com força. Sabia como eu me sentia em relação ao meu pai.
- Sim, sobreviveste, mas sem um pai, que sei que sentis-te falta. Mas passando isso, o que eu vos quero dizer que implica a Maria é exactamente aquilo que vocês pensam que eu fiz, mas quem fez foi a tua mãe Kun.

(Maria)

O choque na cara do Kun era desesperante. Estava de boca aberta, com lágrimas a começar a escorrer e sem reacção possível.

- Kun,..! - Suspirei eu.
- Isto não pode ser verdade. Como é que posso saber que dizes a verdade? E o que tem isso a ver com o teu suposto desaparecimento? Não estou mesmo a perceber!
- Kun, a Maria faz parte das poucas famílias consideradas ricas, que vivem na Argentina, e a tua mãe sempre sonhou com a vida que a família dela leva. Digamos que a tua mãe sempre quis viagens, roupas, coisas bastante caras e então uma casa com a da Maria nem se fala, andava sempre a falar disso! Nunca tivemos grande poder económico mas a tua mãe passou dos limites quando quis roubar tudo à família da Maria, que quando descobriu que era a tua Maria, passou-se.
- Então a mãe não gosta mesmo da Maria? tem inveja? Não tinha ideia da mãe tão má.
- Contra a Maria ela não tem nada, mas sim, inveja tem muita. E sinceramente não sei bem o que ela é, acho que nunca me chegou a amar verdadeiramente, a coisa boa foste mesmo tu.
- Fui eu? Tens a certeza? Então foste embora porquê?
- Porque não aguentava mais aquilo. A tua mãe estava constantemente a pressionar-me para arranjar dinheiro para ela, e dizia vezes sem conta que um homem a sério tinha dinheiro para os caprichos da mulher, percebes com isto que nem era para te estragar em mimos, era pura e simplesmente para ela. Como deves calcular, não aguentei. Eu sei que não te devia ter deixado com ela, sozinho, mas quero recuperar-te, sei que é difícil, é óbvio, mas estou cá para isso e não desistir.

Aquela afirmação fez-me sorrir, sabia que o Kun não iria esperar muito mais tempo, e iria perdoar o pai.


(Aguero)


- Com o tempo pode ser que tudo melhore. - Lancei um pequeno sorriso.

- Conto com isso. - Disse o meu pai.

O meu pai acabou por se despedir de mim e da Maria, dizendo que tínhamos muito que falar os dois.


- Não disseste nada durante a conversa princesa. - Disse, virando-me para ela preocupado.

- É tão assustador saber que alguém pode ser assim tão mau como foi a tua mãe, e custa-me mais sendo tua mãe, quer dizer, és o homem que eu amo, com quem eu espero ficar para o resto da minha vida, e acontece isto. Vamos ter sempre entre nós alguém que se odeia, já imaginaste quando tivermos filhos? Que lindo, vão crescer com a família a odiar-se.

Estava o mais sério possível a ouvir todas as palavras que saiam da boca dela quando o "já imaginas-te quando tivermos filhos?" me ecoou várias e várias vezes pela cabeça. A sério que ela já pensava nisso? Há minutos duvidava que ficássemos bem tão cedo, e agora a minha pequena já planeava uma vida comigo. Eu tinha sem dúvida a melhor pessoa de todas do meu lado.


- ... enfim, não dizes nada Kun?

- O quê? Desculpa princesa não ouvi.
- Pois já percebi, estavas a pensar em quê?
- Não fiques chateada, mas a parte dos filhos ficou-me na cabeça.
- Porque haveria de ficar chateada? É uma coisa que quero e que acho que também queres, não para já, mas futuramente sim, sem dúvida.
- Te quiero tanto reina.




(Maria)


O Kun deu-me o beijo mais apaixonado que alguma vez senti. Estávamos bem, finalmente estávamos bem e eu sentia uma calma incrível ao lado dele, propus-lhe uma noite diferente.


- Príncipe, não te apetece assim uma noite em conchinha? Apetece-me tanto dormir nos teus braços.

- Estava a ver que tinha de insistir para que cá ficasses. - Sorriu.
- Estúpido! Agora devias dormir sozinho, devia trocar-te pelo léo.
- Não conseguias resistir sem mim amor.
- Quem disse ó convencido? léo, vem cá bebé. - Quando digo isto tenho o léo a saltar-me para o colo. - Quem é o bebé lindo da dona? - disse com voz amorosa, dando mimos ao léo.
- És mesmo parva, anda cá. - Puxou-me para ele e pegou-me ao colo.
- Vamos para o quarto pode ser princesa? - Perguntou.
- Estava a ver que tinha de insistir - Disse imitando a voz dele.
- A princesa tem tanta piada. - Puxou-me para as cavalitas dele e fomos entre brincadeira os três para o quarto.

(Aguero)


Depois de aconchegar o léo na cama dele, deitámo-nos e fiz questão de a adormecer com festinhas pelo cabelo dela. Senti a sua respiração cada vez mais pesada, sinal de que se tinha rendido ao cansaço e tinha adormecido profundamente. Olhava-a com bastante atenção, ela era linda, cada traço do corpo dela era perfeito, tinha tanto orgulho nela. Acabei por adormecer a olhar para a princesa.

Acordei para ver do léo e beber um copo de água. Quando estava na cozinha ouvi um grito altíssimo e deduzi que fosse da Maria, subi as escadas o mais rápido que pude e abracei-a, ela estava sentada na cama a chorar compulsivamente.

- Maria, o que é que se passa? Estavas a dormir tão bem meu amor. - Toda ela tremia, soluçava, eu já não sabia o que fazer. O léo que se assustou tanto ou mais que eu saltou-lhe para o colo. Ela agarrou-nos aos dois com imensa força.

- Tive um pesadelo horrível Kun. Foi com a tua mãe.
- Anda cá princesa. - Abracei-a o mais forte que consegui. Eu ia protegê-la, até da minha própria mãe.









3 comentários:

  1. Ameiiii!!!! Amo estes dois!
    Mas afinal a má da fita é a mãe :o que parva,que estupda...que mãe é esta? Nao merece o filho que tem! Espero que se arrependa! Pode é ser tarde e ser impossivel perdoar!
    Agora o pai tem de perdoar! Ele teve razoes para desaparecer!
    Cada vez tenho mais a certeza que este casa é perfeito! Tem de tar sempre juntinhos!
    E este pesadelo? Não vai passar pa realidade pois nao? É bom que nao!!
    Olha guapa quero mais!!! Muito mais! Te amo mi vida!
    Besos,
    Sofia

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  2. Olá


    Ameiiiiiiii *_*



    Beijinhos


    Catarina

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  3. Olá!!
    Demorou a chegar, mas aqui está!
    Adorei, já sabes que sim!
    Agora o cap em si, afinal aquela mulherzinha é que é a má da fita!! Coitado do pai! Ainda por cima foi tudo por inveja das futilidades que a mulher teimava em querer, em vez de aproveitar as melhores coisas com o marido e o filho! Aii, tomara que o que merece chegue rápido!!
    Mas pronto, o Kun e a Maria tão lindos e fofinhos melhorou logo o meu estado! Eles são tão lindos! *-*
    Agora este pesadelo... Imaginei o grito da Maria e assustou-me, e aquela convulsão de lágrimas... Tadinha :'c
    E por fim, quero muito o próximo, mesmo que seja daqui a dois anos! Desde que seja um cap teu eu espero o tempo que for, e por mais pequeno que for vou adorar sempre!
    Amo-te melhor amiga <3

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