quarta-feira, 13 de agosto de 2014

10º Capítulo - "Tu às vezes és tão parva"

Olá! eu sei que sou uma pessoa horrível a postar a tempo e horas mas pronto, o capítulo até é grandinho, espero que gostem e que deixem as vossas opiniões, besitos!


(Agüero)

- Melissa?
- Sim, sou mesmo eu, achas que podemos falar?
- Claro, sobre a Maria certo?
- Exactamente, mas podias passar aqui por casa?
- Não sei se será boa ideia,..a tua irmã não me quer ver à frente.
- Ela não está chateada contigo, por isso vem cá e fala com ela.
- Não está?
- Claro que não, quem fez a porcaria não foste tu.
- Posso ir aí agora?
- Não sei do que estás à espera.

Desliguei, peguei no carro e fui o mais rápido que consegui até casa delas. Toquei e quem abre é a Maria.

- Kun,..o que estás aqui a fazer?
- Quero falar contigo.
- Se é sobre nós, Kun, eu não aguento estas coisas todas e só te peço que percebas.

Ouvi-la a dizer “nós” deu-me esperança de que tinha mesmo de continuar a lutar por ela.

- Não, não é sobre nós.
- Então?
- O meu pai foi lá a casa falar comigo.
- O teu pai?
- Sim. E teve uma conversa estranha comigo, gostava que me ajudasses a descobrir o que realmente se passa, começo a pensar que secalhar ele até é boa pessoa sabes?!
- Claro que te ajudo, somos amigos certo? Isso quer dizer que estás a pensar desculpá-lo?
- Amigos,..claro que sim! Pois, com o tempo se verá.
- E então o que queres começar por fazer?
- Para já, falar com o meu pai.
- Apesar de ser uma óptima ideia, como fazemos isso? Ele parece daqueles agentes secretos que aparece quando alguma coisa muda, tipo, como se nos visse vinte e quatro sobre vinte e quatro horas e soubesse exactamente quando aparecer.

Aquela afirmação dela fez-me rir, só de pensar no meu pai como um agente secreto.

- Sim até tens razão, então o que temos a fazer é esperar.
- Sempre que precisares de alguma coisa vem falar comigo sim Kun? Sempre que puder vou ter contigo.

Só consegui sorrir e babar-me todo com a mulher que tinha à minha frente, se ela me amava e estava disposta a ajudar, podemos voltar a ser o que ambos queremos.
Puxei-a para mim e encostei a minha testa na dela.

- Vou reconquistar-te, podes ter a certeza!

(Maria)

Sorri, apesar de não estarmos juntos ele continuava a amar-me como no primeiro dia. Eu não tenho dúvidas de que ele é o homem da minha vida, mas ver a mãe contra ele era algo impensável para mim. Da mesma maneira que ele não ia desistir, eu também não ía.

- Não precisas, eu estou completamente apaixonada por ti Kun, só não consigo estar contigo quando a tua mãe me odeia.
- Ela não te odeia, alguma coisa se passa, mas não quero saber. Eu amo-te e é contigo que eu quero ficar, com ou sem o apoio dela.
- Não é bem assim Kun e tu sabes, já perdeste o teu pai, não posso fazer com que percas a tua mãe!
- Eu não perdi o meu pai, quer dizer perdi, mas ele voltou e está disposto a tudo, agora a minha mãe,..ela é que me quis perder princesa, e eu quero-te de volta, é por ti que estou disposto a fazer tudo. – Disse-me puxando-me para ele.

Tudo o que ele me dizia fazia estremecer o meu coração que neste momento estava muito muito apertado. Eu sabia que o estava a fazer sofrer, onde é que faz sentido duas pessoas que se amam estarem separadas? Não faz, simplesmente não faz, mas escolhia-me a mim, ele disse que me escolhia a mim e neste momento eu sinto-me dividida! Com medo da reação da mãe dele se decidisse voltar, mas completamente feliz se isso acontecesse!

- Apetecia-me tanto beijar-te. – Pensei para mim.

O Kun sorri e beija-me. Um beijo intenso que me fez perceber que aquilo que tinha dito não foi afinal só na minha cabeça. Não consegui não resistir, eu amo aquele homem!





(Agüero)

Quando a ouvi dizer que me queria beijar, as saudades falaram mais alto e agarrei nela, beijei-a. Apetecia-me tê-la apenas para mim, eu amo-a, amo-a de mais para a perder por causa de uma birra da minha mãe.
- Maria, fica comigo, por favor.
- Kun, eu não quis dizer aquilo,..quer dizer quis, mas não era alto, não era suposto, assim torna-se tudo muito mais difícil.
- Eu não quero saber de nada, por favor, não precisa de ser difícil, por favor, se nos amamos porquê estarmos assim?! Não percebes que sem ti não consigo?
- Kun já chega!
- Vem comigo!
- Vou contigo onde? Kun a sério não percebes as coisas? – começou ela com lágrimas a escorrerem – eu já te disse, sim eu amo-te, sim eu quero ficar contigo, mas não consigo! Não era suposto ter sido um pensamento que tu ouvisses, mas foi e agora não quero mais, já chega! Assim não aguento e não quero a tua mãe fora da tua vida!
- Tu não percebes que não quero saber disso?! Eu amo-te miúda, sou completamente louco por ti. Eu não tenho idade para só fazer as coisas se a minha mãe o permitir! Eu tenho idade de saber o que quero e querer aquilo que me faz feliz, e és tu, só tu.
- Tu és tão teimoso Kun, porra! – Disse ela limpando as lágrimas e virando costas.
- Namora comigo! Às escondidas se preferires, mas namora comigo, por favor. – Disse fazendo-a virar.
- Não posso Kun, desculpa.
- Não vou desistir princesa! – Dei-lhe um beijo na bochecha e saí.

Quando estava a chegar a casa vejo a minha mãe com a minha ex namorada.

- Mãe o que estão as duas aqui a fazer?! – Gritei.
- Faz o que tens de fazer Kun, e não sejas tolo. Ela está disposta a voltar para ti. – Não percebia nada do que a minha mãe dizia, até que ela se chega a mim e me tenta beijar, agarrando-me na cara com imensa força.

(Maria)

- Tu às vezes és tão parva. – Disse a minha irmã.
- Ó Mel por amor de deus, agora não!
- Mana, ele nem quer saber da mãe dele, tudo por ti e tu fazes isto? Achas normal?
- Não consigo ok Mel?! Não dá! Ele não tem de perder a mãe.
- E já pensas-te que pode ser a mãe a má da fita desta história toda?
- Oh achas mesmo?
- Sinceramente? Até acho. Se eu fosse a ti já tinha ido atrás dele.
- Tu irritas-me tanto, a sério.

Peguei no casaco e saí em direcção a casa dele. Quando lá cheguei, não me aproximei muito, tendo em conta que vi a mãe dele com mais uma rapariga que deduzi logo quem fosse. Vi-a agarrar na cara do Kun e já estava tão à espera do beijo que não consegui aguentar.


Viro-me de costas para me recompor, a culpa não era dele, a culpa não era dele. Era só nisso que conseguia pensar. Virei-me de novo para a frente e estava a rapariga no chão, o Kun tinha-a empurrado e não tinha sido devagar para ela se estar a queixar.

- Mas desde quando tu bates em mulheres Sergio Aguero?! – Gritou a mãe dele.
- Eu não lhe bati, e depois ela não é nenhuma mulher, nem ela nem tu! Ela já me desiludiu imensas vezes e não espero nada dela nem quero esperar, só quero que ela desapareça, mas tu,..tu mãe, eu tinha-te como um exemplo e tu fazes-me isto! Eu amo a Maria ouviste? E vou fazer de tudo para ficar com ela, não vais ser tu a impedir-me, podes ter a certeza. Agora faz-me um favor e não me apareças mais à frente, nem tu, nem ela! – Disse ele com um tom de voz triste.

Fiquei tão orgulhosa da atitude dele que não pensei em mais nada se não correr para ele. Beijei-o e ele puxou-me para o seu colo.



- Quero! Quero muito, muito voltar para ti, nós vamos conseguir, eu vou conseguir por ti, por nós.
- Te quiero mi reina.

(Agüero)

Quando a pousei no chão, ouvi uma tosse, pensei ser a minha mãe e nem liguei, mas depois de falar percebi que era o meu pai.

- Posso interromper? – Disse simpaticamente.
- Ah pai, claro. – Pus a Maria no chão – Precisamos de falar.