terça-feira, 15 de julho de 2014

9º Capítulo - "Acabou Kun"

Olá meus amores, aqui está mais um, espero que gostem e deixem os vossos comentários. Besitos.

(Agüero)

- Maria?! – Gritei – Mãe ela foi onde assim com tanta pressa?! – Perguntei virando-me para a minha mãe.
- Temos de falar, Sérgio.
- O que é se passa? – Senti-me nervoso, aquele tom da minha mãe era preocupante.
- Eu fiz o que devia ter feito, disse que não te ia deixar sofrer, é óbvio, és meu filho, e disse que deviam ambos arranjar outra pessoa, e espero que percebas o que fiz!

Fiquei de rastos ao ouvir aquelas palavras da minha mãe, da minha própria mãe. Corri em direcção ao quarto, a Maria estava lá e de certeza que a chorar.

- Maria posso? – Perguntei enquanto abria a porta do quarto.
- Sim, claro Kun, o quarto é teu. – A vozinha dela, os olhos inchados, as lágrimas a escorrer, nunca a tinha visto assim.
- Princesa vem cá, por favor, não ligues a nada do que a minha mãe disse, não sei mesmo porque é que ela insiste nisto de nos separar, parece que tem alguma coisa contra ti e isso chateia-me, mas eu vou ficar contigo, portanto não chores mi amor, eu amo-te tanto e o meu coração aperta tanto ao ver-te assim, mal. – Ela olhava para mim e chorava cada vez mais.
- Que mal é que eu lhe fiz?! A sério Kun, eu mereço isto?! Só queria ser feliz contigo, só isso, será assim tão complicado?! – Estava a dar-me vontade de chorar também ao vê-la assim.





- Vamos almoçar fora, anda princesa, precisas de desanuviar e eu também! – Puxei-a para a casa de banho, e com algumas brincadeiras a tentar lavar-lhe as lágrimas lá foi ela soltando uns sorrisos, os melhores do mundo para mim.

- Vamos ultrapassar isto juntos, prometes-me? – Perguntei a medo.
- Sim. – Disse ela acenando-me com a cabeça, lançando um sorriso.



(Maria)

Descemos e estava a mãe dele sentada no sofá, como que à espera que lhe disséssemos alguma coisa.

- Eu e a Maria vamos comer fora e não sabemos quando voltamos, mas não fiques à espera, por amor de deus.
- Não fico? Mas achas que ela vai voltar? Pode é já fazer as malas! – ao ouvir aquilo petrifiquei, e começaram a cair-me lágrimas.
- Desculpa? A casa é minha, a Maria é minha namorada, aqui quem vai sair és tu!
- Eu sou tua mãe, vais trocar-me por uma rapariga qualquer?!
- Trocar? Por favor, eu amo a Maria e não admito que a trates desta maneira só por ser filha de quem é.

Eram gritos e mais gritos, não dava para aguentar vê-lo a discutir daquela maneira só por minha causa, por mais que o amasse não aguentaria viver com aquela rejeição. Puxei-o para mim

- Por favor, tenta perceber, eu juro que te amo, mas tem de ser.
- Por favor, parem de discutir, eu não quero ser a razão de uma zanga ou discussão vossa. Acabou Kun – chorava cada vez mais só de pensar que o perderia para sempre – eu não aguento isto, a sério que não. – Fui em direcção à porta, mas voltei-me para a Mãe dele. – Parabéns D. Lúcia, conseguiu o que queria, agora espero que consiga fazer um sorriso aparecer na cara dele, porque por muito que não goste de mim, ele gosta e devia respeitar isso.

Cheguei-me ao Kun.



(Agüero)

O meu mundo desmoronou ali, sem a Maria eu não era capaz de nada, mesmo nada, era impossível ficar bem, quando a vi chegar-se a mim beijei-a, senti que tinha de o fazer, ela não podia deixar-me, nem mesmo pela minha mãe.

- Não desistas de nós, por favor princesa, peço-te.
- Tem de ser, um dia talvez, mas não agora, não com tanta gente a querer-nos assim tão mal, não aguento, apesar de todas as promessas, eu não aguento mesmo, desculpa Kun.

E saiu, a chorar como nunca antes a tinha visto. Olhar para a minha mãe era coisa que eu não conseguia, e implorei para que se fosse embora.

- Mãe, sai! Volta para a argentina, sai daqui e sai da minha vida se fazes o favor!
- Sérgio eu sou tua mãe!
- És? Não parece! Nunca vi uma mãe querer o mal de um filho. Acabas-te de afastar a pessoa que mais amei e vou continuar a amar, eu não quero saber do que aconteceu, eu quero-a a ela percebes? Sabes o meu sorriso? É por causa dela! Os maravilhosos jogos que faço? É tudo por causa dela! E tu acabaste de me tirar tudo, eu não te quero aqui.

Quando ela finalmente saiu, chorei, chorei tudo o que sentia. Tinha acabado de perder a mulher da minha vida. Quando ía buscar o léo ao jardim, ouvi a campainha.

- Pai?
- Posso falar contigo?

Eu não queria acreditar que isto me estava a acontecer.

- Sobre?
- Sobre mim, sobre ti, sobre a tua mãe..
- Queres finalmente conhecer o teu filho é?!
- As coisas não são como tu pensas.
- A sério pai?! Tu abandonaste-nos.
- Eu não vos abandonei, eu fugi, não tinha alternativa.
- Fugiste?! A sério? Não foste capaz de assumir tudo o que fizeste à família da minha namo.. da Maria? Pai, roubar? Porque é que precisas-te disso? Eu não consigo mesmo perceber, mas acho que hoje também não quero. Acabei de expulsar a mãe daqui e não me apetece discutir mais.
- Tiveste a chorar.
- Pois! Por favor, falamos outro dia qualquer.
- Tudo bem, mas tenho seguido a tua vida de perto, e não me acuses disso, quero mesmo recomeçar, e filho, vai atrás dela, não desistas. Um dia perceberás!

Toda aquela conversa tinha-me deixado a pensar se realmente o meu pai não seria mesmo boa pessoa. Agradeci-lhe e comecei a pensar no que iria fazer para ter a minha Maria de volta, quando a irmã dela me liga.