terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

7º Capítulo - "Kun, nem penses,..o léo!"

Tinha a pata partida, foi apenas um susto, dos grandes no que toca ao Léo, agora em relação ao Kun, não sabia o que fazer, ele não percebia o que eu estava a sentir, e eu precisava de estar perto dele. Voltei para onde nunca devia ter saído. Bati à porta quando o vi do outro lado.

- O que estás aqui a fazer? – Perguntou distante. Ele estava frio, não era o meu Kun.
- Olha o que achas que estou aqui a fazer?! – Disse exaltada.
- Ah o Léo, obrigado, depois diz-me quanto foi, eu pago. – Aquele não era de todo o meu príncipe e estava a sentir-me constrangida com aquele momento.
- O Léo?! Sinceramente achas que vim aqui para te entregar o cão?! Eu por mim ficava com ele já que ele parece mais meu cão do que teu. E já agora tu vais ouvir..
- Não vou ouvir nada, Maria eu pedi para ires, podes fazer isso?!
- Não! Não vou fazer isso porque podemos não ter feito juras de amor um ao outro mas fiz comigo mesma que sou tua namorada, estejas no auge da tua vida, ou no fundo do poço percebes?! Não aceito o facto de me estares a rejeitar assim num assunto que diz respeito aos dois, tens medo?! Eu também, que ele te faça mal. Queres-me longe? Então não me vais por mais a vista em cima, mas para mim éramos um só, desiludiste-me por desistires assim, mas não te esqueças que não sou eu que estou a fugir do que sinto, és tu que estás a fugir de um nós!

(Agüero)

Não sabia o que dizer e ver as lágrimas a escorrer pela cara da Maria estavam a deixar-me de coração apertado, agarrei no braço dela e puxei-a para mim. Tinha medo, muito medo que ele lhe fizesse mal, que descobrisse que ela é filha de quem ele já tentou estragar a vida, eu conheço a Maria e sabia que ela ía ficar triste por pedir que esse afastasse, mas esta reacção não estava de todo à espera, mas como dizia ela, este amor existe, e é forte ao ponto de ela querer arriscar a estar comigo numa situação destas. Se arriscar posso perdê-la, mas provavelmente se não arriscar perco-a na mesma.

- Pronto, desculpa-me e não chores por favor. Ficas comigo, eu só disse aquelas coisas porque ver-te sofrer é o que menos quero. E se ele descobre quem tu és Maria? O que será ele capaz de fazer? É só disso que tenho medo.
- Ele pode descobrir o que quiser, e Kun, quem te diz que ele veio para fazer mal?! Secalhar quer apenas resolver as coisas contigo e tentar conhecer-te.
- E então deixou o léo assim porquê Maria?
- Provavelmente o léo estava a proteger o vosso território que foi invadido sem tu cá estares e por alguém que ele não conhecia. Não achas que devias dar uma oportunidade?
- Não! Maria eu não consigo conceber isso, se quer resolver as coisas porque não faz como uma pessoa normal e bate à porta e pede para falar?! Tem de invadir uma casa, deixar um cão de pata partida e um bilhete no meio da relva? – Não conseguia pensar bem daquele homem, era impossível.
- Eu percebo-te, acredita que sim, mas tenta não responder mal ou ficar neste estado ou mesmo ainda recusares-me da tua vida sim? Tenta perceber e espera por qualquer sinal dele.
- Desculpa cariño, não te vou deixar e muito menos desiludir e posso tentar mas tens de ficar comigo, preciso de ti.
- É óbvio que fico, sabes que fico, mas desiludiste-me com o que disseste, magoaste-me Kun!

Sabia que a tinha desiludido, deixado mal, e isso corroía-me por dentro, mesmo sabendo que a nossa relação não dura há imenso tempo, eu sinto que seja ela com quem realmente quero estar, precisava de fazer, a partir de agora, as coisas bem, e isso implicava fazê-la verdadeiramente feliz.

(Maria)

- Eu sei e peço desculpa amor – ajoelhou-se aos meus pés – tu és o amor da minha vida e quero-te sempre comigo.
- Levanta-te Kun, não sejas tonto. Então e o medo que tanto te fez afastar? – Perguntei insegura.
- O medo está cá, não te vou mentir, mas é bem melhor saber que estás disposta a isso e que até tu, mais que eu estás disposta a dar uma oportunidade ao meu pai, és o meu orgulho.
- És tão palerma, tu também vais dar essa oportunidade quando o vires que eu sei, mas sendo teu pai e ter-te abandonado percebo que te revolte mas ouve-o primeiro.
- Sim princesa, eu vou tentar, prometo.

Pediu que me pusesse às cavalitas dele, e pegou no léo ao colo e levou-nos aos dois para o quarto e pousou o léo na cama dele e deitou-se comigo. Fez-me festinhas até adormecer.

A meio da noite acordei com um barulho e assustei-me, o léo tremia ao meu lado na cama e não havia sinal do Kun. O meu coração parecia que ía sair do peito, só pensava no que o homem a quem tinha dado o beneficio da duvida poderia ter feito ao Agüero. Tapei o léo e desci à procura do Kun.

- Kun! – Chamei. – Kun, tu não me assustes!



Continuava sem ouvir um único barulho, estava a entrar em pânico e prestes a ligar à minha irmã quando o Kun abre a porta de casa. Corri para ele, pegou-me ao colo e dei-lhe um beijo.




(Agüero)

- Ei princesa que se passa?
- Isso pergunto eu! Desapareces assim, grito por ti e nada?! O léo tadinho só treme, deve estar cheio de dores amor.
- Desculpa princesa mas ouvi um barulho forte e tu não acordas-te, uns carros bateram, fui ver se não tinha vindo nada parar a nossa casa e fui ver se alguém precisava de ajuda.

Ela olhava para mim com um sorriso parvo.

- Que foi amor?
- “A nossa casa”, gostei cariño.
- E é a nossa casa meu amor.
- Amo-te.
- Também te amo princesa.
- Mas olha, estava mesmo tudo bem?
- Cheguei lá e já estavam a chegar ambulâncias guapa não sei sinceramente.
- Está bem amor. Vamos dar os comprimidos ao léo?
- Sim, e levamos biscoitos, a ver se ele anima.

Agarrei-a pela cintura, pu-la no meu colo e sentei-a na bancada da cozinha e comecei a beijá-la.



- Kun, nem penses,..o léo! – Saiu a correr com os biscoitos na mão e subiu as escadas. Quando me preparava para começar a correr atrás dela bateram à porta, àquelas horas não fazia ideia de quem poderia ser.
- Sérgio,..ajuda-me!
- Mãe?!



É pequenino eu sei, mas é melhor que nada não é?! Espero as vossas opiniões, besos <3