quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

13º Capítulo - "Desde quando és tão lamechas Kun?"

Olá meus amores, aqui vai mais um, espero que gostem. 
Feliz Natal meus amores, espero que recebam muitas prendinhas, e que tenham muitos mimos, muitos muitos besitos!


(Kun)

Ela não dizia nada, e eu estava a começar a pensar que se calhar era cedo para ter feito tudo isto, provavelmente devia ter deixado passar mais tempo porque a nossa zanga não foi propriamente pacífica e estava a formular uma espécie de pedido de desculpas quando ela fala.

- Levanta-te Kun, não precisavas de tudo isto para eu te dizer que sim, óbvio que quero namorar contigo, mas porquê o anel?
- Porque quero que sejamos como casados, eu quero ser comprometido contigo, quero que todos saibam que és a minha miúda, que és tu quem eu amo, quero algo material que nos ligue.
- Desde quando és tão lamechas Kun? - Perguntou ela com o seu maior sorriso fazendo-me uma careta, daquelas que a faz fazer covinha do lado esquerdo e erguer uma sobrancelha, como ela é linda.
- Desde que te perdi a primeira vez e jurei para nunca mais. - Olhei-a sério.

(Maria)

Nunca na minha vida tinha encontrado alguém como o meu Agu. Alguém que lutasse assim por mim. Alguém que me amasse tanto e estivesse disposto a perder a própria família para ficar comigo.
Passou um mês, um mês de namoro, de algumas birras de ambas as partes por ciúmes, apenas e só ciúmes, eu com as doidas atrás dele, e ele com um colega da faculdade; também muitos mimos e muitas conversas de como seria passado o nosso Natal, já que a situação com a mãe dele era péssima. Hoje era o último dia de campeonato, depois só em Janeiro e eu estava com a minha irmã no estádio, estava apinhado, o City estava bem, estava em primeiro lugar da Premier e o meu Kun, mais contente não poderia estar, ajudar a equipa com tantos golos marcados fazia-o sentir-se bem, sentir-se realizado!

- Tudo o que marcar é para ti pequeña, te quiero. - Disse-me dando-me um beijo apressado.
- Te quiero Agu. - Disse-lhe mandando um beijo soprando, para ele.

O Kun marcou, e fez questão de mandar um beijo para os camarotes, olhando para mim.

( Uma coisa assim parecida, mas com ele todo sorrisos como devem imaginar! )


- Tanta baba Maria. - Comentou a Mel.
- Tanta inveja Mel. - Respondi na mesma moeda.
- Tens piada às vezes maninha.
- Tenho? Agora a sério, quando é que tu arranjas um homem?
- Óh Maria, eu quero lá saber de homens, eu tenho é trabalho, muito trabalho. 

(Kun)

O jogo acabou, estava na altura das férias e eu, a Maria e a Melissa partíamos na manha seguinte, com o léo, para a Argentina, ainda não sabia bem como seria o meu Natal, só queria que passasse o mais rápido possível.

- Mi reina. - Abracei-a assim que saí do balneário e a vi.
- Agu, mas que golo! - Disse super animada.
- Tudo para ti guapa. - Estava a precisar dos beijos e dos abraços dela.

(Maria)

- Estás estranho,..!
- Não sei como vai ser amanhã preciosa. - Disse agarrando-me as mãos, fazendo pequenos círculos nelas.
- Amanhã? Vamos para Quilmes e só tens é de ter calma, vais falar com a tua mãe e vamos resolver as coisas com a minha família.
- Falar com a minha mãe? Nem penses amor. 
- É Natal, não a vais deixar sozinha Kun.
- Como é que consegues ser assim tão,..perfeita? Depois do que ela nos fez, tu ainda queres o bem dela.
- É tua mãe, tem de ser cariño, mas depois podes vir ter comigo, dormíamos assim juntinhos. - Disse puxando-o pelas calças de fato treino, para mim, mordendo o lábio.

(Kun)

- Tenho saudades tuas. - Sussurrei.
- Já não sei, nem quero viver sem ti mi amor. - Começou a beijar-me o pescoço.
- Anda cá reina. - Pu-la no meu colo e levei-a para o quarto.

***

Acordei assustado com a campainha a tocar freneticamente. Abri a porta ainda a esfregar os olhos.

- Oh Sergio, veste-te!
- Mas estás aqui a esta hora a fazer o que Melissa?
- Temos um avião para apanhar.
- Ah, sim esqueci-me disso. Vou acordar a tua irmã e vamos,..
- Nem quero saber do resto Kun - interrompeu ela - vou brincar com o léo.

- Amor, temos de ir embora. - Dizia enquanto a enchia de beijos nas bochechas.
- Já? - Disse com carinha de sono espreguiçando-se.
- Sí reina, depois dormes no avião.

(Melissa)

Estávamos no avião a ter uma conversa sobre como seria quando lá chegássemos, até que percebi que estava a falar sozinha, tinham adormecido. Resolvi tirar uma foto do momento de ternura daqueles dois.



- Mana - sussurrei - acorda, vamos aterrar.
- Já chegámos? - Perguntou ela abrindo um só olho.
- Já, anda lá. Acorda o Kun, vamos embora.

***

(Maria)

- Têm a certeza que devo ir? Eu posso ir para um hotel ou assim.
- Não vais nada para um hotel Agu, vens connosco e depois de falares com a tua mãe logo decidimos, ainda é só dia 22, temos algum tempo.
- Sim, o nosso pai vai perceber que tu não tens culpa nenhuma, vocês amam-se, só têm de aceitar. - Resmungou a Mel.

Tocámos à campainha e foi a minha mãe quem veio abrir.

- Oh minhas filhas lindas, que saudades. - Disse enchendo-nos de beijos, dando logo de seguida imensas festinhas ao léo - que cão tão lindo.
- Também tínhamos saudades mãe. - Respondeu a Mel - é do Kun.
- Olha, acho que há coisas a resolver Mamá! - Disse à minha mãe olhando para o Agu.
- Há sim, eu já o aceitei desde aquela vez, e vais ver que o teu pai também, tive umas conversas com ele.
- Não era preciso mãe, eu posso resolver.
- Meu amor, é claro que era preciso, eu sei que o Sergio não te quer mal, nem a ti nem a nós e o teu pai reage muito a quente, vá vamos entrar que tenho o comer quase feito.

Entrámos em casa e nada me podia espantar mais do que ver o meu pai cumprimentar o Kun como se realmente não tivesse acontecido nada.

domingo, 26 de outubro de 2014

12º Capítulo - "Estava perdida naquele homem"

Olá meninas. Aqui vai mais um capítulo, depois de algum tempo, mas pronto, é o que tenho conseguido, espero que gostem e comentem, beijinhos.

(Kun)

- Tive tanto medo Kun. - Dizia ela agarrada a mim, ainda com lágrimas a escorrerem pelo rosto.
- Foi um pesadelo, só isso meu amor, eu não saio mais daqui, anda tentar dormir, ainda é de madrugada. - Disse com a voz mais calma possível.
- Posso dormir aconchegada a ti? - Perguntou envergonhada.
- Isso é pergunta princesa? Anda cá. - Puxei-a para mim e dormimos o mais agarrados possível, ela estava em pânico, sentia-a a tremer.

Quando senti a respiração mais pesada e o corpo a descair, percebi que ela tinha consigo acalmar-se e adormecer. Aconcheguei-me mais nela, e adormeci.

(Maria)

Acordei e o Kun estava todo destapado e numa posição nada confortável, tentei ajeitá-lo sem o acordar e fui tomar um banho, sentia-me estranha, com os olhos inchados, sabia o que tinha acontecido, mas não consigo lembrar-me do que sonhei. Pus a água a correr e meti-me dentro da banheira. Passado uns minutos senti uns braços rodearem-me, aquele cheiro característico não enganava ninguém. Senti-me nervosa. O Kun ia enchendo as minhas costas de beijos, até que me virei para ele, olhei-o nos olhos e senti sem qualquer duvida na minha cabeça, que ele é o meu homem, com quem eu quero ficar, aconteça o que acontecer.

(Aguero)

Tentei controlar-me ao máximo, não queria fazer nada que a Maria não quisesse, simplesmente não me mexia, e ela ria, ria imenso, só consegui rir também, era impossível não sorrir ao ouvir a gargalhada daquela miúda, mas ela estava a picar-me, estava mesmo, até que me começou a dar beijos ao de leve.



(Maria)

Estava perdida naquele homem. Queria que o Kun percebesse o que eu queria sem ter de lhe dizer, e com isso estava a levá-lo à loucura, o que me fazia rir, visto que o esforço dele, para se controlar, estava a ser muito. Senti que tinha de acontecer, e eu queria, eu queria mesmo fazer amor com ele.
Não demorou muito até ele perceber o que eu realmente queria. Apenas me olhou nos olhos e pronunciou um "tens a certeza?" ao que eu respondi com um beijo prolongado que não deixei que acabasse. Acabou por me pegar ao colo e levar-me para a cama, onde me pousou com a maior delicadeza possível.

(Kun)

Estava ciente de que isto era importante para ela, assim como era para mim, por isso não pensei em mais nada e levei-a para a cama, e senti os nossos corpos unirem-se num só, tinha sido provavelmente a melhor coisa para provar que contra este amor, nada vale.

- Estás arrependido Agu?
- Estou apaixonado princesa, amo a tua personalidade, amo o teu sorriso, amo essas covinhas que fazes quando estás envergonhada, amo o teu corpo, amo-te, amo-te tanto.
- Óh mor, assim deixas-me sem jeito, mas não respondes-te.
- Ainda tens duvidas reina? - Beijei-a.
- Te quiero! - Disse ela entre beijos.

(Maria)

- Quer horas são Kun?
- Horas de irmos comer alguma coisa, que há tarde tenho treino bebé. - Disse ele beijando-me o pescoço, descendo para o ombro.
- Pois, e não queres ficar cansado para o treino amor. - Disse afastando-o.
- Sim tens razão, mas era um cansaço tão bom reina. - Só me consegui rir.
- Vá e almoçamos o quê? - perguntei entrando na dispensa - Pode ser uma salada, misturamos imensas coisas que aqui tens, não convém ficares muito cheio.
- Ai tão linda, ela toda preocupada. - Agarrou-me por trás na cintura. Virei-me para ele.
- Kun, vá lá assim não consigo.
- Não consigo largar-te princesa.
- É e não tarda quem não consegue sou eu, anda lá Agu, temos de comer.
- Pronto vá princesa, vamos lá.

Fizemos o almoço, uma salada rápida, e o Kun seguiu para o treino, fui com ele, queria ir ter com a minha irmã, que estaria lá de certeza.

(Melissa)

- Uau, bons olhos vejam a minha maninha. 
- Oh até parece Mel, hoje já vou para casa!
- Vais? Porque é que não ficas com o Kun?
- Pronto, quem é que já levas-te para lá?
- Ninguém, até porque eu sabia que ias voltar, um dia. - Brinquei.
- És mesmo parva, diz lá, quem é o sortudo? - Insistiu ela.
- A sério não é ninguém, eu estava a meter-me contigo, eu transformei foi o teu quarto no meu escritório, aquilo é só papelada dos jogadores do City. - Basicamente era verdade, já não tinha espaço para tanta coisa, eram tantos relatórios médicos que já não sabia onde pôr.
- Ah, está bem, queres que fique com o Kun então?
- Não te importas meu amor?
- Claro que não, tens é de me deixar ir lá buscar coisas.
- Sim claro. Olha lá e essa conversa correu bem, esse sorriso,..! - Mudei de conversa.
- Depois sim, correu, mas quando lá cheguei, a mãe do Kun estava basicamente a obrigá-lo a ficar com a outra, e não gosto nada de o ver contra a mãe, mas pronto, aquela mulher é mesmo má! Tens a noção que ela já nos conhecia e tentou roubar a nossa família?! - Fiquei em choque com o que ouvia da boca da minha irmã, eu sendo mais velha que ela sabia pormenores que ela desconhecia, e saber que tinha sido a mãe do Kun que tinha provocado tudo aquilo,.. ia ser mesmo complicado algum dia as nossas famílias darem-se bem.
- O quê?! A mãe do Kun?! Tens a certeza disso?
- Tenho, infelizmente tenho Mel.
- Essa mulher não vale mesmo nada. Apesar de ser mãe dele, desculpa cariño, mas não podes perdoá-la.
- Ela nem gosta de mim, portanto podes perceber né!
- Mas estas confusões todas não são a razão desse sorriso pois não?
- Fizemos amor. - Disse a Maria tão rápido que quis ouvir melhor.
- Vocês o quê? - Delirei.
- Fizemos amor Mel. 
- Aiii que lindos, já mereciam um tempo para vocês. - Abracei-a, aquele sorriso dava-me orgulho.




(Maria)

Depois de tanta conversa e de me despedir da minha irmã, fui até ao estacionamento, o treino já deveria ter acabado, e deduzi isso mesmo porque já não haviam carros na garagem, que era onde todos os jogadores os deixavam, nem mesmo o do Kun. Voltei para o gabinete da Mel.

- Mel, viste o Kun?
- Não princesa porquê?
- O treino já acabou, ele foi-se embora e nem me disse nada. - Isto não era nada do meu Agu.
- Tens a certeza? já viste o teu telemóvel e assim? - Tirei-o do bolso e mostrei à Mel.
- Como podes ver, nada!
- Vai procurar pelo estádio, pode ser que encontres, agora não posso mesmo ajudar-te.
- Eu vou tentar encontrá-lo.

(Kun)

Sabia que tinha de me despachar a tratar de tudo antes da Maria ir à minha procura. A Melissa quis ajudar, e enquanto tentava empatar a Maria, disse que lhe dava um toque quando tivesse tudo preparado. e quando acabei, olhei para o que fiz, estava realmente bonito, só aquele mulher para me pôr assim. Estava tudo arranjado, tudo preparado, estava na hora de ir ter com ela. Vi-a de costas e resolvi agarrá-la pela cintura.

- Olá mi reina.
- Ai Kun, que susto!
- Calma princesa. Vem comigo. - Peguei na mão dela e puxei-a.

(Maria)

O Kun levou-me ao centro do relvado, fez um coração de pétalas intercaladas com velas vermelhas e com um anel na mão, ajoelhou-se.

- Foi onde tudo começou, é o nosso sítio especial, foi onde o meu olhar cruzou com o teu e onde o meu coração começou a bater mais rápido, é aqui que quero viver este momento, quero ter-te para mim e dizer a todos o quanto eu te amo, quero fazer-te feliz, quero que sejas a minha pequenina, quero que digas que o "nós" vai ser para sempre. Maria, queres namorar comigo?







domingo, 28 de setembro de 2014

11º Capítulo - "Fui eu? Tens a certeza? Então foste embora porquê?"

Olá!
Ok, eu sei que isto é um "crime", estive de férias e fui uma desleixada nos caps, e não há desculpa, não há mesmo, o que houve aqui foi mesmo muita falta de inspiração, mas aqui vai e prometo (prometo mesmo!) que vou tentar postar com mais regularidade, é pequenino mas não deu mesmo para mais, espero que mesmo assim gostem e comentem, besos.

(Aguero)

- Pois temos Sergio, aliás e uma conversa bem séria, achas que dá?
- Hum, bem, eu vou embora Kun, qualquer coisa liga-me sim? - Deu-me um beijo e virou costas.
- Espera Maria, fica, a conversa envolve a tua família, por isso, fica. - Disse o meu pai.
- Tem a certeza?
- Tenho!

Entrámos em casa, fomos directos à sala, o meu pai parecia querer falar de algo mesmo sério, no entanto estava o mais sereno possível.

- Podes começar pai.
- Primeiro queria pedir-te desculpa por ter desaparecido assim, de repente, e sem avisar fosse quem fosse. 
- Não peças, já passou, aliás sobrevivi não é? - A Maria apertou-me a mãe com força. Sabia como eu me sentia em relação ao meu pai.
- Sim, sobreviveste, mas sem um pai, que sei que sentis-te falta. Mas passando isso, o que eu vos quero dizer que implica a Maria é exactamente aquilo que vocês pensam que eu fiz, mas quem fez foi a tua mãe Kun.

(Maria)

O choque na cara do Kun era desesperante. Estava de boca aberta, com lágrimas a começar a escorrer e sem reacção possível.

- Kun,..! - Suspirei eu.
- Isto não pode ser verdade. Como é que posso saber que dizes a verdade? E o que tem isso a ver com o teu suposto desaparecimento? Não estou mesmo a perceber!
- Kun, a Maria faz parte das poucas famílias consideradas ricas, que vivem na Argentina, e a tua mãe sempre sonhou com a vida que a família dela leva. Digamos que a tua mãe sempre quis viagens, roupas, coisas bastante caras e então uma casa com a da Maria nem se fala, andava sempre a falar disso! Nunca tivemos grande poder económico mas a tua mãe passou dos limites quando quis roubar tudo à família da Maria, que quando descobriu que era a tua Maria, passou-se.
- Então a mãe não gosta mesmo da Maria? tem inveja? Não tinha ideia da mãe tão má.
- Contra a Maria ela não tem nada, mas sim, inveja tem muita. E sinceramente não sei bem o que ela é, acho que nunca me chegou a amar verdadeiramente, a coisa boa foste mesmo tu.
- Fui eu? Tens a certeza? Então foste embora porquê?
- Porque não aguentava mais aquilo. A tua mãe estava constantemente a pressionar-me para arranjar dinheiro para ela, e dizia vezes sem conta que um homem a sério tinha dinheiro para os caprichos da mulher, percebes com isto que nem era para te estragar em mimos, era pura e simplesmente para ela. Como deves calcular, não aguentei. Eu sei que não te devia ter deixado com ela, sozinho, mas quero recuperar-te, sei que é difícil, é óbvio, mas estou cá para isso e não desistir.

Aquela afirmação fez-me sorrir, sabia que o Kun não iria esperar muito mais tempo, e iria perdoar o pai.


(Aguero)


- Com o tempo pode ser que tudo melhore. - Lancei um pequeno sorriso.

- Conto com isso. - Disse o meu pai.

O meu pai acabou por se despedir de mim e da Maria, dizendo que tínhamos muito que falar os dois.


- Não disseste nada durante a conversa princesa. - Disse, virando-me para ela preocupado.

- É tão assustador saber que alguém pode ser assim tão mau como foi a tua mãe, e custa-me mais sendo tua mãe, quer dizer, és o homem que eu amo, com quem eu espero ficar para o resto da minha vida, e acontece isto. Vamos ter sempre entre nós alguém que se odeia, já imaginaste quando tivermos filhos? Que lindo, vão crescer com a família a odiar-se.

Estava o mais sério possível a ouvir todas as palavras que saiam da boca dela quando o "já imaginas-te quando tivermos filhos?" me ecoou várias e várias vezes pela cabeça. A sério que ela já pensava nisso? Há minutos duvidava que ficássemos bem tão cedo, e agora a minha pequena já planeava uma vida comigo. Eu tinha sem dúvida a melhor pessoa de todas do meu lado.


- ... enfim, não dizes nada Kun?

- O quê? Desculpa princesa não ouvi.
- Pois já percebi, estavas a pensar em quê?
- Não fiques chateada, mas a parte dos filhos ficou-me na cabeça.
- Porque haveria de ficar chateada? É uma coisa que quero e que acho que também queres, não para já, mas futuramente sim, sem dúvida.
- Te quiero tanto reina.




(Maria)


O Kun deu-me o beijo mais apaixonado que alguma vez senti. Estávamos bem, finalmente estávamos bem e eu sentia uma calma incrível ao lado dele, propus-lhe uma noite diferente.


- Príncipe, não te apetece assim uma noite em conchinha? Apetece-me tanto dormir nos teus braços.

- Estava a ver que tinha de insistir para que cá ficasses. - Sorriu.
- Estúpido! Agora devias dormir sozinho, devia trocar-te pelo léo.
- Não conseguias resistir sem mim amor.
- Quem disse ó convencido? léo, vem cá bebé. - Quando digo isto tenho o léo a saltar-me para o colo. - Quem é o bebé lindo da dona? - disse com voz amorosa, dando mimos ao léo.
- És mesmo parva, anda cá. - Puxou-me para ele e pegou-me ao colo.
- Vamos para o quarto pode ser princesa? - Perguntou.
- Estava a ver que tinha de insistir - Disse imitando a voz dele.
- A princesa tem tanta piada. - Puxou-me para as cavalitas dele e fomos entre brincadeira os três para o quarto.

(Aguero)


Depois de aconchegar o léo na cama dele, deitámo-nos e fiz questão de a adormecer com festinhas pelo cabelo dela. Senti a sua respiração cada vez mais pesada, sinal de que se tinha rendido ao cansaço e tinha adormecido profundamente. Olhava-a com bastante atenção, ela era linda, cada traço do corpo dela era perfeito, tinha tanto orgulho nela. Acabei por adormecer a olhar para a princesa.

Acordei para ver do léo e beber um copo de água. Quando estava na cozinha ouvi um grito altíssimo e deduzi que fosse da Maria, subi as escadas o mais rápido que pude e abracei-a, ela estava sentada na cama a chorar compulsivamente.

- Maria, o que é que se passa? Estavas a dormir tão bem meu amor. - Toda ela tremia, soluçava, eu já não sabia o que fazer. O léo que se assustou tanto ou mais que eu saltou-lhe para o colo. Ela agarrou-nos aos dois com imensa força.

- Tive um pesadelo horrível Kun. Foi com a tua mãe.
- Anda cá princesa. - Abracei-a o mais forte que consegui. Eu ia protegê-la, até da minha própria mãe.









quarta-feira, 13 de agosto de 2014

10º Capítulo - "Tu às vezes és tão parva"

Olá! eu sei que sou uma pessoa horrível a postar a tempo e horas mas pronto, o capítulo até é grandinho, espero que gostem e que deixem as vossas opiniões, besitos!


(Agüero)

- Melissa?
- Sim, sou mesmo eu, achas que podemos falar?
- Claro, sobre a Maria certo?
- Exactamente, mas podias passar aqui por casa?
- Não sei se será boa ideia,..a tua irmã não me quer ver à frente.
- Ela não está chateada contigo, por isso vem cá e fala com ela.
- Não está?
- Claro que não, quem fez a porcaria não foste tu.
- Posso ir aí agora?
- Não sei do que estás à espera.

Desliguei, peguei no carro e fui o mais rápido que consegui até casa delas. Toquei e quem abre é a Maria.

- Kun,..o que estás aqui a fazer?
- Quero falar contigo.
- Se é sobre nós, Kun, eu não aguento estas coisas todas e só te peço que percebas.

Ouvi-la a dizer “nós” deu-me esperança de que tinha mesmo de continuar a lutar por ela.

- Não, não é sobre nós.
- Então?
- O meu pai foi lá a casa falar comigo.
- O teu pai?
- Sim. E teve uma conversa estranha comigo, gostava que me ajudasses a descobrir o que realmente se passa, começo a pensar que secalhar ele até é boa pessoa sabes?!
- Claro que te ajudo, somos amigos certo? Isso quer dizer que estás a pensar desculpá-lo?
- Amigos,..claro que sim! Pois, com o tempo se verá.
- E então o que queres começar por fazer?
- Para já, falar com o meu pai.
- Apesar de ser uma óptima ideia, como fazemos isso? Ele parece daqueles agentes secretos que aparece quando alguma coisa muda, tipo, como se nos visse vinte e quatro sobre vinte e quatro horas e soubesse exactamente quando aparecer.

Aquela afirmação dela fez-me rir, só de pensar no meu pai como um agente secreto.

- Sim até tens razão, então o que temos a fazer é esperar.
- Sempre que precisares de alguma coisa vem falar comigo sim Kun? Sempre que puder vou ter contigo.

Só consegui sorrir e babar-me todo com a mulher que tinha à minha frente, se ela me amava e estava disposta a ajudar, podemos voltar a ser o que ambos queremos.
Puxei-a para mim e encostei a minha testa na dela.

- Vou reconquistar-te, podes ter a certeza!

(Maria)

Sorri, apesar de não estarmos juntos ele continuava a amar-me como no primeiro dia. Eu não tenho dúvidas de que ele é o homem da minha vida, mas ver a mãe contra ele era algo impensável para mim. Da mesma maneira que ele não ia desistir, eu também não ía.

- Não precisas, eu estou completamente apaixonada por ti Kun, só não consigo estar contigo quando a tua mãe me odeia.
- Ela não te odeia, alguma coisa se passa, mas não quero saber. Eu amo-te e é contigo que eu quero ficar, com ou sem o apoio dela.
- Não é bem assim Kun e tu sabes, já perdeste o teu pai, não posso fazer com que percas a tua mãe!
- Eu não perdi o meu pai, quer dizer perdi, mas ele voltou e está disposto a tudo, agora a minha mãe,..ela é que me quis perder princesa, e eu quero-te de volta, é por ti que estou disposto a fazer tudo. – Disse-me puxando-me para ele.

Tudo o que ele me dizia fazia estremecer o meu coração que neste momento estava muito muito apertado. Eu sabia que o estava a fazer sofrer, onde é que faz sentido duas pessoas que se amam estarem separadas? Não faz, simplesmente não faz, mas escolhia-me a mim, ele disse que me escolhia a mim e neste momento eu sinto-me dividida! Com medo da reação da mãe dele se decidisse voltar, mas completamente feliz se isso acontecesse!

- Apetecia-me tanto beijar-te. – Pensei para mim.

O Kun sorri e beija-me. Um beijo intenso que me fez perceber que aquilo que tinha dito não foi afinal só na minha cabeça. Não consegui não resistir, eu amo aquele homem!





(Agüero)

Quando a ouvi dizer que me queria beijar, as saudades falaram mais alto e agarrei nela, beijei-a. Apetecia-me tê-la apenas para mim, eu amo-a, amo-a de mais para a perder por causa de uma birra da minha mãe.
- Maria, fica comigo, por favor.
- Kun, eu não quis dizer aquilo,..quer dizer quis, mas não era alto, não era suposto, assim torna-se tudo muito mais difícil.
- Eu não quero saber de nada, por favor, não precisa de ser difícil, por favor, se nos amamos porquê estarmos assim?! Não percebes que sem ti não consigo?
- Kun já chega!
- Vem comigo!
- Vou contigo onde? Kun a sério não percebes as coisas? – começou ela com lágrimas a escorrerem – eu já te disse, sim eu amo-te, sim eu quero ficar contigo, mas não consigo! Não era suposto ter sido um pensamento que tu ouvisses, mas foi e agora não quero mais, já chega! Assim não aguento e não quero a tua mãe fora da tua vida!
- Tu não percebes que não quero saber disso?! Eu amo-te miúda, sou completamente louco por ti. Eu não tenho idade para só fazer as coisas se a minha mãe o permitir! Eu tenho idade de saber o que quero e querer aquilo que me faz feliz, e és tu, só tu.
- Tu és tão teimoso Kun, porra! – Disse ela limpando as lágrimas e virando costas.
- Namora comigo! Às escondidas se preferires, mas namora comigo, por favor. – Disse fazendo-a virar.
- Não posso Kun, desculpa.
- Não vou desistir princesa! – Dei-lhe um beijo na bochecha e saí.

Quando estava a chegar a casa vejo a minha mãe com a minha ex namorada.

- Mãe o que estão as duas aqui a fazer?! – Gritei.
- Faz o que tens de fazer Kun, e não sejas tolo. Ela está disposta a voltar para ti. – Não percebia nada do que a minha mãe dizia, até que ela se chega a mim e me tenta beijar, agarrando-me na cara com imensa força.

(Maria)

- Tu às vezes és tão parva. – Disse a minha irmã.
- Ó Mel por amor de deus, agora não!
- Mana, ele nem quer saber da mãe dele, tudo por ti e tu fazes isto? Achas normal?
- Não consigo ok Mel?! Não dá! Ele não tem de perder a mãe.
- E já pensas-te que pode ser a mãe a má da fita desta história toda?
- Oh achas mesmo?
- Sinceramente? Até acho. Se eu fosse a ti já tinha ido atrás dele.
- Tu irritas-me tanto, a sério.

Peguei no casaco e saí em direcção a casa dele. Quando lá cheguei, não me aproximei muito, tendo em conta que vi a mãe dele com mais uma rapariga que deduzi logo quem fosse. Vi-a agarrar na cara do Kun e já estava tão à espera do beijo que não consegui aguentar.


Viro-me de costas para me recompor, a culpa não era dele, a culpa não era dele. Era só nisso que conseguia pensar. Virei-me de novo para a frente e estava a rapariga no chão, o Kun tinha-a empurrado e não tinha sido devagar para ela se estar a queixar.

- Mas desde quando tu bates em mulheres Sergio Aguero?! – Gritou a mãe dele.
- Eu não lhe bati, e depois ela não é nenhuma mulher, nem ela nem tu! Ela já me desiludiu imensas vezes e não espero nada dela nem quero esperar, só quero que ela desapareça, mas tu,..tu mãe, eu tinha-te como um exemplo e tu fazes-me isto! Eu amo a Maria ouviste? E vou fazer de tudo para ficar com ela, não vais ser tu a impedir-me, podes ter a certeza. Agora faz-me um favor e não me apareças mais à frente, nem tu, nem ela! – Disse ele com um tom de voz triste.

Fiquei tão orgulhosa da atitude dele que não pensei em mais nada se não correr para ele. Beijei-o e ele puxou-me para o seu colo.



- Quero! Quero muito, muito voltar para ti, nós vamos conseguir, eu vou conseguir por ti, por nós.
- Te quiero mi reina.

(Agüero)

Quando a pousei no chão, ouvi uma tosse, pensei ser a minha mãe e nem liguei, mas depois de falar percebi que era o meu pai.

- Posso interromper? – Disse simpaticamente.
- Ah pai, claro. – Pus a Maria no chão – Precisamos de falar.

terça-feira, 15 de julho de 2014

9º Capítulo - "Acabou Kun"

Olá meus amores, aqui está mais um, espero que gostem e deixem os vossos comentários. Besitos.

(Agüero)

- Maria?! – Gritei – Mãe ela foi onde assim com tanta pressa?! – Perguntei virando-me para a minha mãe.
- Temos de falar, Sérgio.
- O que é se passa? – Senti-me nervoso, aquele tom da minha mãe era preocupante.
- Eu fiz o que devia ter feito, disse que não te ia deixar sofrer, é óbvio, és meu filho, e disse que deviam ambos arranjar outra pessoa, e espero que percebas o que fiz!

Fiquei de rastos ao ouvir aquelas palavras da minha mãe, da minha própria mãe. Corri em direcção ao quarto, a Maria estava lá e de certeza que a chorar.

- Maria posso? – Perguntei enquanto abria a porta do quarto.
- Sim, claro Kun, o quarto é teu. – A vozinha dela, os olhos inchados, as lágrimas a escorrer, nunca a tinha visto assim.
- Princesa vem cá, por favor, não ligues a nada do que a minha mãe disse, não sei mesmo porque é que ela insiste nisto de nos separar, parece que tem alguma coisa contra ti e isso chateia-me, mas eu vou ficar contigo, portanto não chores mi amor, eu amo-te tanto e o meu coração aperta tanto ao ver-te assim, mal. – Ela olhava para mim e chorava cada vez mais.
- Que mal é que eu lhe fiz?! A sério Kun, eu mereço isto?! Só queria ser feliz contigo, só isso, será assim tão complicado?! – Estava a dar-me vontade de chorar também ao vê-la assim.





- Vamos almoçar fora, anda princesa, precisas de desanuviar e eu também! – Puxei-a para a casa de banho, e com algumas brincadeiras a tentar lavar-lhe as lágrimas lá foi ela soltando uns sorrisos, os melhores do mundo para mim.

- Vamos ultrapassar isto juntos, prometes-me? – Perguntei a medo.
- Sim. – Disse ela acenando-me com a cabeça, lançando um sorriso.



(Maria)

Descemos e estava a mãe dele sentada no sofá, como que à espera que lhe disséssemos alguma coisa.

- Eu e a Maria vamos comer fora e não sabemos quando voltamos, mas não fiques à espera, por amor de deus.
- Não fico? Mas achas que ela vai voltar? Pode é já fazer as malas! – ao ouvir aquilo petrifiquei, e começaram a cair-me lágrimas.
- Desculpa? A casa é minha, a Maria é minha namorada, aqui quem vai sair és tu!
- Eu sou tua mãe, vais trocar-me por uma rapariga qualquer?!
- Trocar? Por favor, eu amo a Maria e não admito que a trates desta maneira só por ser filha de quem é.

Eram gritos e mais gritos, não dava para aguentar vê-lo a discutir daquela maneira só por minha causa, por mais que o amasse não aguentaria viver com aquela rejeição. Puxei-o para mim

- Por favor, tenta perceber, eu juro que te amo, mas tem de ser.
- Por favor, parem de discutir, eu não quero ser a razão de uma zanga ou discussão vossa. Acabou Kun – chorava cada vez mais só de pensar que o perderia para sempre – eu não aguento isto, a sério que não. – Fui em direcção à porta, mas voltei-me para a Mãe dele. – Parabéns D. Lúcia, conseguiu o que queria, agora espero que consiga fazer um sorriso aparecer na cara dele, porque por muito que não goste de mim, ele gosta e devia respeitar isso.

Cheguei-me ao Kun.



(Agüero)

O meu mundo desmoronou ali, sem a Maria eu não era capaz de nada, mesmo nada, era impossível ficar bem, quando a vi chegar-se a mim beijei-a, senti que tinha de o fazer, ela não podia deixar-me, nem mesmo pela minha mãe.

- Não desistas de nós, por favor princesa, peço-te.
- Tem de ser, um dia talvez, mas não agora, não com tanta gente a querer-nos assim tão mal, não aguento, apesar de todas as promessas, eu não aguento mesmo, desculpa Kun.

E saiu, a chorar como nunca antes a tinha visto. Olhar para a minha mãe era coisa que eu não conseguia, e implorei para que se fosse embora.

- Mãe, sai! Volta para a argentina, sai daqui e sai da minha vida se fazes o favor!
- Sérgio eu sou tua mãe!
- És? Não parece! Nunca vi uma mãe querer o mal de um filho. Acabas-te de afastar a pessoa que mais amei e vou continuar a amar, eu não quero saber do que aconteceu, eu quero-a a ela percebes? Sabes o meu sorriso? É por causa dela! Os maravilhosos jogos que faço? É tudo por causa dela! E tu acabaste de me tirar tudo, eu não te quero aqui.

Quando ela finalmente saiu, chorei, chorei tudo o que sentia. Tinha acabado de perder a mulher da minha vida. Quando ía buscar o léo ao jardim, ouvi a campainha.

- Pai?
- Posso falar contigo?

Eu não queria acreditar que isto me estava a acontecer.

- Sobre?
- Sobre mim, sobre ti, sobre a tua mãe..
- Queres finalmente conhecer o teu filho é?!
- As coisas não são como tu pensas.
- A sério pai?! Tu abandonaste-nos.
- Eu não vos abandonei, eu fugi, não tinha alternativa.
- Fugiste?! A sério? Não foste capaz de assumir tudo o que fizeste à família da minha namo.. da Maria? Pai, roubar? Porque é que precisas-te disso? Eu não consigo mesmo perceber, mas acho que hoje também não quero. Acabei de expulsar a mãe daqui e não me apetece discutir mais.
- Tiveste a chorar.
- Pois! Por favor, falamos outro dia qualquer.
- Tudo bem, mas tenho seguido a tua vida de perto, e não me acuses disso, quero mesmo recomeçar, e filho, vai atrás dela, não desistas. Um dia perceberás!

Toda aquela conversa tinha-me deixado a pensar se realmente o meu pai não seria mesmo boa pessoa. Agradeci-lhe e comecei a pensar no que iria fazer para ter a minha Maria de volta, quando a irmã dela me liga.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

8º Capítulo - "Tu é que me matas do coração de tão perfeita que és!"

Bem, sei que não apareço há muito, mas o tempo é pouco (mesmo de férias!) mas voltei e sei que é pequenito, mas espero que gostem e que deixem os vossos precisos comentários, besitos pessoas lindas <3


(Agüero)

- Sérgio, ajuda-me, por favor! – Pediu a minha Mãe abraçando-me.
- Mãe, o que se passou aqui?! – Disse, puxando-a para dentro, fechando a porta.
- Sérgio, eu vi-o, eu vi o teu pai, eu vinha fazer-te uma surpresa, e vi-o!
- Tem calma mãe, eu sei que ele anda por estes lados, deixou-me um bilhete, e nem se digna a aparecer,..cobarde!
- Deixou um bilhete?! Mas quem é que ele pensa que é para fazer isto anos depois de nos ter abandonado?!

Sentia a minha mãe imensamente nervosa, só por ter visto o meu pai, se ele me bate à porta não sei o que poderá acontecer. Enquanto a acalmava ouvi passos, devia ser a Maria.

- Kun, não sobes? Ah! Boa noite! – Percebi que ela não estava a perceber o que ali se passava.
- Chama-se Lúcia princesa, e é a minha mãe. E mãe, é a minha namorada, a Maria. – Cumprimentaram-se e a minha abraçou-a em lágrimas.
- Porque está a chorar tanto Dona Lúcia? – Perguntou ela evidentemente preocupada, o que me deixava com brilho nos olhos.
- Óh minha filha, eu sei muito bem quem tu és! Maria Navarro Pérez, não é verdade? O meu ex marido tentou estragar-te a vida, a ti e à tua família. Como consegues estar com o meu Sérgio? – Perguntava a minha mãe, chorando, e eu sem perceber onde queria ela chegar.
- Dona Lúcia, eu amo o seu filho, e o que esse senhor fez não interessa, porque afinal de contas não conseguiu nada, e já deu para perceber a quem o Kun sai, não se preocupe com isso, nós somos e vamos continuar a ser felizes. – Disse a minha princesa segurando as mãos da minha mãe.

(Maria)

Ver a mãe do Kun naquele estado estava a matar-me por dentro, só me apetecia abraça-la até que parasse de chorar. Dava para ver perfeitamente de quem herdou o Agüero a simplicidade e o carinho com que trata as pessoas.

- As mulheres da minha vida são o meu orgulho. – Disse ele abraçando-nos.
- Bem, eu vou ver se encontro um hotel baratinho, depois de amanhã volto para Quilmes.
- Nem pense Dona Lúcia, fica aqui com o seu filho e os dias que quiser.
- Só com o meu filho? E tu? Não te vás embora por minha causa!
- Sim, assim até lhe faz companhia, eu moro com a minha irmã, só hoje é que fiquei aqui porque tinha medo que acontecesse alguma coisa ao Sérgio, com isto da carta,..!
- Tu és um anjo sabes?
- Não diga isso. Já agora, tem fome? Podemos preparar-lhe alguma coisa!
- Eu vou ver o que se arranja, e vocês deviam ir dormir, amanha devem ter que fazer, não se preocupem, durmam bem.
- Obrigado. – dissemos em uníssono.
- Ah! Já agora mãe, o léo é um cão que está cá em casa, não te assutes. Dorme bem, te quiero.

Fomos para o quarto e o léo dormia muito serenamente, enroladinho na manta tal como o tinha deixado. Deitei-me na cama e reparei no Kun a olhar fixamente para mim.

- Que foi?
- Nunca pensei que tivesses tão à vontade com a minha mãe!
- Óh, ela é tão querida Kun, a serio, ela a chorar estava a matar-me o coração.
- Tu é que me matas do coração de tão perfeita que és!
- Cala-te!
- Juro! Maria, nem toda a gente reagiria assim, aliás ninguém! Fama das namoradas dos jogadores é tudo menos isto que estás a ser! Amo-te, com tudo o que tenho.


- Anda cá. – Puxei-o para mim.



(Aguero)

Acabámos por adormecer. Acordei eram 9h00, e já ouvia barulho na cozinha. A Maria ainda dormia ferrada, por isso lavei a cara e desci.

- Bom dia mamá! Já acordada?
- Bom dia Kun, sim, não tinha sono.
- Está bem, cheira bem, torradas?
- Tudo para o meu menino! Olha Sérgio, a Maria?
- Está a dormir, porquê?
- Ainda bem, assim podemos falar.
- Mas há algum problema?
- Há! Filho, não pensei que já tinhas arranjado alguém e se ela não for de confiança? Se ela guardar rancor do que aconteceu com a família dela e com o teu pai? Podes vir a sofrer muito, não quero isso para ti, não quero e não permito!
- Estás a gozar certo mãe?! Ainda ontem à noite falei que estava orgulhoso dela por te ter recebido da maneira que recebeu e agora não permites?! Não brinques!
- Sérgio, eu estou a lutar por nós, por ti, e pela tua felicidade! Jogas neste clube, tudo bem, mas arranjada uma namorada de cá, só te peço isso! Estou farta de problemas!
- Tu estás a ouvir o que estás a dizer? Como é possível estares a exigir que deixe a Maria porque te apetece?! Eu ontem mandei-a embora com medo que o pai lhe fizesse alguma coisa e ela insistiu em ficar, ela dormiu cá com medo de que algo me acontecesse! É verdade que ela vive com a irmã mas disponibilizou-se a não vir aqui incomodar para teres mais privacidade e tu fazes isto?! Ela percebe-te, ela abraçou-te ela sentiu a tua dor e tu és assim?
- Sérgio, isto é por ti! Não vai correr bem se ficares com ela! Tu vais sofrer. A família dela odeia o teu pai, consequentemente odeia-te a ti e,..
- Pára! O pai fez tudo, não fui eu! Não sou igual a ele, e se a Maria me aceita, que posso eu pedir mais? Eu amo-a e não deixá-la porque tu queres!

(Maria)

Acordei com lambidelas do léo, virei-me e o Kun já não estava ao meu lado. Ouvi falar do andar de baixo e desci.

- Bom dia Dona Lúcia. Bom dia amor. – Disse-lhe dando-lhe um beijo.
- Bom dia!
- Bom dia princesa! Olha podes despachar-te? Vamos os dois comer fora!
- Não amor, e a tua mãe?
- A minha mãe não quer ir! – Dito isto foi até à sala brincar um pouco com o léo.
- Tu podes mostrar-te querida, e no fundo até acredito que o sejas, mas vais faze-lo sofrer. Eu avisei-o. – Disse olhando-me bruscamente.
- Desculpe?
- Muitos problemas com as famílias! Tu devias encontrar outra pessoa, assim como ele! Não vou deixar o meu filho sofrer, podes ter a certeza!


Corri para o quarto e fechei-me na casa de banho. Isto não podia estar a acontecer!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

7º Capítulo - "Kun, nem penses,..o léo!"

Tinha a pata partida, foi apenas um susto, dos grandes no que toca ao Léo, agora em relação ao Kun, não sabia o que fazer, ele não percebia o que eu estava a sentir, e eu precisava de estar perto dele. Voltei para onde nunca devia ter saído. Bati à porta quando o vi do outro lado.

- O que estás aqui a fazer? – Perguntou distante. Ele estava frio, não era o meu Kun.
- Olha o que achas que estou aqui a fazer?! – Disse exaltada.
- Ah o Léo, obrigado, depois diz-me quanto foi, eu pago. – Aquele não era de todo o meu príncipe e estava a sentir-me constrangida com aquele momento.
- O Léo?! Sinceramente achas que vim aqui para te entregar o cão?! Eu por mim ficava com ele já que ele parece mais meu cão do que teu. E já agora tu vais ouvir..
- Não vou ouvir nada, Maria eu pedi para ires, podes fazer isso?!
- Não! Não vou fazer isso porque podemos não ter feito juras de amor um ao outro mas fiz comigo mesma que sou tua namorada, estejas no auge da tua vida, ou no fundo do poço percebes?! Não aceito o facto de me estares a rejeitar assim num assunto que diz respeito aos dois, tens medo?! Eu também, que ele te faça mal. Queres-me longe? Então não me vais por mais a vista em cima, mas para mim éramos um só, desiludiste-me por desistires assim, mas não te esqueças que não sou eu que estou a fugir do que sinto, és tu que estás a fugir de um nós!

(Agüero)

Não sabia o que dizer e ver as lágrimas a escorrer pela cara da Maria estavam a deixar-me de coração apertado, agarrei no braço dela e puxei-a para mim. Tinha medo, muito medo que ele lhe fizesse mal, que descobrisse que ela é filha de quem ele já tentou estragar a vida, eu conheço a Maria e sabia que ela ía ficar triste por pedir que esse afastasse, mas esta reacção não estava de todo à espera, mas como dizia ela, este amor existe, e é forte ao ponto de ela querer arriscar a estar comigo numa situação destas. Se arriscar posso perdê-la, mas provavelmente se não arriscar perco-a na mesma.

- Pronto, desculpa-me e não chores por favor. Ficas comigo, eu só disse aquelas coisas porque ver-te sofrer é o que menos quero. E se ele descobre quem tu és Maria? O que será ele capaz de fazer? É só disso que tenho medo.
- Ele pode descobrir o que quiser, e Kun, quem te diz que ele veio para fazer mal?! Secalhar quer apenas resolver as coisas contigo e tentar conhecer-te.
- E então deixou o léo assim porquê Maria?
- Provavelmente o léo estava a proteger o vosso território que foi invadido sem tu cá estares e por alguém que ele não conhecia. Não achas que devias dar uma oportunidade?
- Não! Maria eu não consigo conceber isso, se quer resolver as coisas porque não faz como uma pessoa normal e bate à porta e pede para falar?! Tem de invadir uma casa, deixar um cão de pata partida e um bilhete no meio da relva? – Não conseguia pensar bem daquele homem, era impossível.
- Eu percebo-te, acredita que sim, mas tenta não responder mal ou ficar neste estado ou mesmo ainda recusares-me da tua vida sim? Tenta perceber e espera por qualquer sinal dele.
- Desculpa cariño, não te vou deixar e muito menos desiludir e posso tentar mas tens de ficar comigo, preciso de ti.
- É óbvio que fico, sabes que fico, mas desiludiste-me com o que disseste, magoaste-me Kun!

Sabia que a tinha desiludido, deixado mal, e isso corroía-me por dentro, mesmo sabendo que a nossa relação não dura há imenso tempo, eu sinto que seja ela com quem realmente quero estar, precisava de fazer, a partir de agora, as coisas bem, e isso implicava fazê-la verdadeiramente feliz.

(Maria)

- Eu sei e peço desculpa amor – ajoelhou-se aos meus pés – tu és o amor da minha vida e quero-te sempre comigo.
- Levanta-te Kun, não sejas tonto. Então e o medo que tanto te fez afastar? – Perguntei insegura.
- O medo está cá, não te vou mentir, mas é bem melhor saber que estás disposta a isso e que até tu, mais que eu estás disposta a dar uma oportunidade ao meu pai, és o meu orgulho.
- És tão palerma, tu também vais dar essa oportunidade quando o vires que eu sei, mas sendo teu pai e ter-te abandonado percebo que te revolte mas ouve-o primeiro.
- Sim princesa, eu vou tentar, prometo.

Pediu que me pusesse às cavalitas dele, e pegou no léo ao colo e levou-nos aos dois para o quarto e pousou o léo na cama dele e deitou-se comigo. Fez-me festinhas até adormecer.

A meio da noite acordei com um barulho e assustei-me, o léo tremia ao meu lado na cama e não havia sinal do Kun. O meu coração parecia que ía sair do peito, só pensava no que o homem a quem tinha dado o beneficio da duvida poderia ter feito ao Agüero. Tapei o léo e desci à procura do Kun.

- Kun! – Chamei. – Kun, tu não me assustes!



Continuava sem ouvir um único barulho, estava a entrar em pânico e prestes a ligar à minha irmã quando o Kun abre a porta de casa. Corri para ele, pegou-me ao colo e dei-lhe um beijo.




(Agüero)

- Ei princesa que se passa?
- Isso pergunto eu! Desapareces assim, grito por ti e nada?! O léo tadinho só treme, deve estar cheio de dores amor.
- Desculpa princesa mas ouvi um barulho forte e tu não acordas-te, uns carros bateram, fui ver se não tinha vindo nada parar a nossa casa e fui ver se alguém precisava de ajuda.

Ela olhava para mim com um sorriso parvo.

- Que foi amor?
- “A nossa casa”, gostei cariño.
- E é a nossa casa meu amor.
- Amo-te.
- Também te amo princesa.
- Mas olha, estava mesmo tudo bem?
- Cheguei lá e já estavam a chegar ambulâncias guapa não sei sinceramente.
- Está bem amor. Vamos dar os comprimidos ao léo?
- Sim, e levamos biscoitos, a ver se ele anima.

Agarrei-a pela cintura, pu-la no meu colo e sentei-a na bancada da cozinha e comecei a beijá-la.



- Kun, nem penses,..o léo! – Saiu a correr com os biscoitos na mão e subiu as escadas. Quando me preparava para começar a correr atrás dela bateram à porta, àquelas horas não fazia ideia de quem poderia ser.
- Sérgio,..ajuda-me!
- Mãe?!



É pequenino eu sei, mas é melhor que nada não é?! Espero as vossas opiniões, besos <3