terça-feira, 12 de novembro de 2013

4º Capítulo - "Queres namorar comigo princesa?"

(Maria)

Respirei fundo, eu sabia que era ele que estava à minha frente, o corpo dele estremeceu quando ouviu a minha voz, estava com as lagrimas a cair pela minha cara.

- Maria? – Um sorriso formou-se na cara dele, sabia que muito se estava ele a conter para não chorar.
- Sim, sou eu, estou aqui, realmente sentido de oportunidade temos nós.
- Mas o que fazes logo aqui?!
- Sou natural desta cidade da Argentina.
- A sério?
- Sim, mas esquece isso por agora. Sinceramente pensava em responder à mensagem quando te vi, mas já que aqui estamos, eu quero pedir-te desculpa, porque sim, óbvio que não gostei daquilo que vi, não somos namorados, mas gosto de ti, do teu aconchego, dos teus beijos, preciso de ti comigo para me sentir bem, para me sentir viva, e ver aquele vosso beijo, foi como se me tirassem o chão, foi como se tudo tivesse caído, foi como,..

Ele beijou-me, beijou-me de uma maneira indiscritível. Amor? Parece-me que sim! Saudades? Muitas mesmo.

(Agüero)

Eu sabia que era ela, tinha a certeza, aquela voz era única para mim. Não queria ouvir explicação nenhuma, só precisava de a beijar, mas sabia que ela precisava de deitar tudo cá para fora, até que chegou a um ponto em que bastava o que tinha ouvido, queria-a a ela, queria aqueles lábios doces, queria poder dizer-lhe que não gosto dela, que aquilo que sinto é mais forte, é amor, e que apesar de recente é verdadeiro.

- Maria, o que sentes por mim, exactamente?
- Que pergunta é essa Kun? Sabes perfeitamente que gosto de ti.

Cheguei-me a ela e dei-lhe um beijo.



- Só gostas?
- Não percebo mesmo onde queres chegar.
- Ai Maria, amas-me? – Ela estava a fazer de propósito.
- Podias ter sido logo directo não é?! É uma palavra muito forte,..mas sim provavelmente, da maneira como fiquei, amizade acho que calculas que não seja.
- Ou seja?!
- Sim eu amo-te Sérgio Agüero!
- Se eu te pedisse em namoro, tu aceitavas? – Perguntei deliciado.
- É uma questão de experimentares. – Ela estava a provocar-me, mas era esta uma das coisas que me fascinava nela.
- Então e a menina gosta mais das maneiras tradicionais ou de coisas assim mais modernas? – Brinquei.
- Como o menino preferir. – Disse sorrindo timidamente.

Cheguei-me perto dela, beijei-a com calma, peguei nela e pu-la ao meu colo.



- Queres namorar comigo princesa?
- Hum, deixa-me lá pensar,..! Só fazes perguntas difíceis, tu! – Disse enquanto corria.
- Que piadinha menina Maria. – Corri atrás dela, puxei-a pela cintura e encostei a minha testa na dela.
- Sim, é claro que sim meu Kunzinho!

(Maria)

Estava completamente rendida àquele homem. Simplesmente não dava para negar mais, ele é neste momento a pessoa que mais quero perto de mim, que me diga que vai ficar comigo para sempre, que me faça feliz.

- Amo-te princesa.
- Amo-te mais amor,..Olha lá, mas o que estás tu aqui a fazer?
- Que raio de sentido de oportunidade o teu. Nasci e cresci aqui, mais alguma coisa?
- Parvo! Por acaso sim, mas porque estás aqui agora?
- Trabalho com a selecção durante cinco dias amor.
- Uau, até nos dias acertámos em cheio.
- Nós somos assim, sempre a combinar em tudo.
- É, parece que sim.

Acabámos por passear um pouco e conhecer mais das vidas um do outro que sem imaginarmos eram bastantes parecidas. Despedimo-nos, à noite iria ter com ele, como combinámos fazer durante estes cinco dias. Fui para casa e acabei por ligar à minha irmã.

#Chamada#
Mel – Ai mana, fazes-me falta aqui, quando voltas?
Maria – Daqui a pouquinho tempo estou aí, prometo! Tás numa de querer ficar histérica comigo?
Mel – Sim, conta!
Maria – Assim muito breve, o Kun está cá, ele é daqui acreditas? E veio em trabalhos da selecção e eu a vir arejar as ideias e aparece-me ele à frente! Enfim, falei com a mãe e ela achou que devia falar com ele e falei, agora a novidade,..namoramos mana!
Mel – Ai que bom princesa, nem sabes o feliz que estou por ti, fogo aquela noite foi desesperante para mim, ver-te mal é horrível. Mas realmente vais ter de me contar essa coisa de ele ser daí.
Maria – Em pouco tempo volto e ficas a saber de tudo. Te quiero guapa, besos.
Mel – Te quiero, besos.
#Fim de chamada#

Nessa noite , como em todas as outras que passaram, passeámos, namorámos e acima de tudo ficámos a conhecer-nos como ninguém. Ele é uma pessoa muito simples que me deixava mais rendida a cada nova coisa que descobria.

(Agüero)

O facto positivo de tudo isto? Sem dúvida, saber que ela não iria desistir de mim e sobretudo saber que ela me ama. Estes dias foram passados entre treinos e Maria, e era isto que queria para sempre, a minha Maria e o Futebol.

- Amor, tenho de ir arrumar as malas, vens comigo no avião? – Perguntou ela.
- Sim claro princesa, mas eu ajudo-te com as malas.
- Kun, a minha mãe está lá,..!
- Não queres que ela saiba de mim, é isso? – Perguntei desanimado.
- Ei amor, não é nada disso até porque ela sabe de ti desde que aqui cheguei, foi ela que me incentivou a falar contigo e dar-te o benefício da dúvida. Pensei é que tu não quisesses ainda.
- A serio guapa? Isso quer dizer que ela provavelmente vai gostar de mim? E sim quero conhecê-la, não sejas tonta, porque essas coisas não são comigo.
- A falares assim até parece que já conheces-te imensas mães,..tantas namoradas que já tiveste,..!
- Não conheci a mãe de nenhuma, quero conhecer a tua, porque para mim, já és a mulher da minha vida, achas que pode ser?
- Te quiero estupido! – Correu para mim e beijou-me, pegou-me pela mão e seguimos para casa dela.

(Maria)

Chegámos a minha casa e como não estava ninguém subimos e fizemos as minhas malas. Estava a escrever um bilhete quando o meu pai entrou em casa.

- O que é que ele está aqui a fazer? – Perguntou indignado o meu pai.
- Ele é o Sérgio e é o meu namorado pai, e sinceramente não percebo essa tua reacção, não tiveste minimamente interessado quando estive mal, e a única que esteve para me ouvir foi a mãe, agora reages assim?


- Podias ter todos os namorados do mundo menos ele Maria, todos menos ele! – Gritou saindo e batendo com a porta.



Espero que gostem meus amores, besos!

domingo, 10 de novembro de 2013

3º Capítulo - "Aguero? Posso falar contigo?"

(Agüero)

Saí de casa com os nervos à flor da pele. Desde o primeiro contacto que me senti atraído por ela e não pensava de todo desistir depois do que aconteceu, tinha de lutar. Estava determinado a entrar quando a vejo sair e sinto uns lábios colarem-se nos meus. Só tive tempo de a ver fugir de mim.

- Mas que raio estás tu aqui a fazer?
- Aquelas fotos não apareceram por acaso, tu queres-me de volta, eu sabia que isso aconteceria.
- Mas estás parva? Eu quero é distancia de ti, e sim, aquelas fotos apareceram não sei por alma de quem, mas é de outra pessoa que eu gosto. – Disse com as lágrimas a caírem.
- Isso quer dizer que o que saiu foi um erro?
- Achas que tinha sido eu a mandar as fotos? Achas mesmo que acabava contigo e voltava para ti mandando fotos para uma revista? Achas sequer que ia voltar para ti? O meu coração finalmente pertence a uma mulher, mulher essa que vou lutar para ter ao meu lado, apesar de por tudo isto ela nem me querer ver. Apenas sai daqui por favor.

Vi ela ir-se embora. Perdi a conta às dezenas de vezes que bati naquela porta e que chamei pelo nome dela. Estaria de rastos de certeza, como é possível em tão pouco tempo já a ter feito sofrer tanto?! Sinto-me fraco por não poder fazer nada. Ela nem me queria ouvir, tinha a noção que estava tudo acabado, tudo o que ainda nem tinha começado.

(Maria)

Não queria acreditar naquilo que via, fugi o mais rápido que consegui. Mas que sentido tinha ele vir a minha casa e estar a beijá-la mesmo à porta?! Simplesmente não fazia sentido nenhum, e pensei sinceramente em dar-lhe o benefício da dúvida, abrir-lhe a porta e ouvir tudo o que ele tinha para dizer, mas aquelas fotografias, aquele beijo, não me conseguia esquecer, não agora, não neste momento! Liguei para a minha mãe.

#Chamada#
Maria - Mãe?
Mãe – Meu amor, estás a chorar?
Maria – Mãe, achas que posso ir passar aí uns dias, uns cinco, só preciso de cinco.
Mãe – Claro que sim, mas preciso que me contes, sabes que te conheço.
Maria – Conto-te quando chegar pode ser? Vou já comprar bilhete e apareço daqui a umas horas, te quiero.
#Fim de chamada#

Fui para o aeroporto, comprei o bilhete e fiz o check-in, embarquei, sempre com os fones nos ouvidos e a pensar em quem decididamente não devia, e passadas umas boas horas, cheguei à minha terra, à minha cidade, à minha casa!

(Agüero)

Estava realmente disposto a lutar por ela, iria ligar-lhe todos os dias, e mandar-lhe mensagens mesmo que ela não respondesse a nenhum deles, não iria desistir dela. Tinha cinco dias com a selecção e partia, logo a seguir ao jogo, para a Argentina. Os treinos de preparação iriam ser perto da minha cidade, Quilmes.

Ganhámos em casa, 3-1 contra o Manchester com dois golos meus, golos esses dedicados somente a ela. Embarcámos e toda a viagem tive com o meu pensamento na Maria, fui vendo todas as fotos que tinha dela, aquele sorriso que acabei por transformar em lágrimas deixava-me de rastos, mas iria recuperar tudo o que tínhamos começado, todo aquele carinho, iria voltar a tê-lo e a dá-lo.

(Maria)

Cheguei a casa com os olhos inchados de tanto chorar, recebi mais do que mimos da minha mãe e expliquei-lhe a história toda, sem esquecer de nada.

- Oh meu amor, mas esse tipo de paixões são tão boas, achas que é necessário estares assim?
- Mãe, aquela porcaria de revista e de fotos e do beijo não saem da minha cabeça. – As lágrimas corriam com toda a força pela minha cara.



- Primeiro páras de chorar e depois ouves-me pode ser?
- Sim. – Disse acalmando as lágrimas que teimavam em cair.
- Sabes se essas fotos são de agora? Sabes se o beijo foi porque ele quis? Eu duvido muito mas muito mesmo que o rapaz te queira mal, depois de tudo o que me contas-te, e eu vou falar com a tua irmã porque se ela conhece o tal rapaz devia falar com ele antes de te mostrar a revista, ainda por cima, logo depois de terem estado juntos.
- A Mel fez o que achou mais correto e obviamente fez bem em avisar-me não é mãe?! Eu gosto dele, gosto mesmo, por mais absurdo que seja, mas gosto.
- Nota-se imenso porque esse brilho nos olhos não mente, mas sinceramente já que vieste, descansas e depois falas com ele, é o melhor que tens a fazer meu amor.
- Sim é mesmo, obrigada mãe, te quiero.

Fui dar uma volta, precisava de espairecer, respirar aquele ar fazia-me sentir bem. Nesse momento comecei a esclarecer as coisas na minha cabeça e decididamente percebi que a reacção que tive foi a quente, muito a quente, não sou de desistir de nada, muito menos dele, mas o medo de o perder já é enorme.

(Agüero)

Chegámos, e depois de deixar as malas em casa dos meus pais, fui dar uma volta, tinha saudades daquela cidade, mas tinha mais saudades dela.

Para: Maria
“Apesar de tudo, só gostava que me desses a oportunidade de me ouvir, eu gosto de ti, e espero que não desistas, eu também não vou desistir.”

- Agüero? Posso falar contigo?



Era ela, tinha a certeza que era ela, aquela voz, o cheiro do ar tinha mudado, aquele perfume, reconhecê-lo-ia em qualquer lado, era ela, era a Maria, a minha Maria.


É pequenino, mas espero que gostem, deixem os vossos comentários, besos!