segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Feliz Natal às minhas leitoras lindas $:

Olá meu amores, então não é mais um capítulo, mas esse vem depois, tive muito que fazer com os presentes, os embrulhos e tudo mais, sim porque alguns são comprados mas o resto é tudo feito pela minha pessoa, o que me rouba tempo para escrever! Quero agradecer tudo o que fizeram por mim que é ler e gostarem da minha escrita, apesar de não ser das melhores, vocês sempre me apoiaram e sei que o continuarão a fazer porque me são fiéis, porque sei que não vão desistir, vocês são maravilhosas e quero que tenham um Natal especial, quero que recebam o que mais querem e a cima de tudo que sejam as pessoas mais felizes do mundo e no dia 31 quando soarem as 12 badaladas, sorriam, sorriam porque é a melhor maneira de enfrentar o novo ano que se aproxima, não pensem nos problemas, pensem apenas como podem ser felizes!

São imensamente importantes para mim,


Besitos, gosto muito de vocês <3

domingo, 8 de dezembro de 2013

5º Capítulo - "Estamos nisto juntos princesa"

Ouvi a porta abrir-se de novo desta vez era a minha mãe.

- Que gritaria foi esta Maria?
- O pai, simplesmente viu-o e passou-se completamente mãe.
- Ele é o tal rapaz filha? – Perguntou ela com cara de preocupação.
- Sim é mãe, mas agora estás tu com essa cara?! Alguém me explica o que se passa? – Perguntei realmente confusa.
- Tu não tens culpa nenhuma querido, o pai da Maria agiu a quente, eu falo com ele – falou para ele - e Maria, o teu pai reagiu assim porque já teve muitos problemas com o pai do Sergio.
- Sim, eu percebo e se soubesse que ela era sua filha nem tinha vindo cá, peço muitas desculpas.- Nunca tinha visto a cara do Agüero tão séria.
- Volto a dizer, não tens culpa de nada, há gente má em toda a parte, tiveste azar em ser o teu pai. – Gente má?! Ok eu tinha de ter explicações.
- Alô,..eu estou aqui e adorava saber o que se passa, alguém faz o favor?!
- Maria eu explico-te tudo no avião, temos de nos despachar senão ainda o perdemos.
- Mas contas mesmo tudo Kun, por favor.
- Sim, conto princesa. – Aproximou-se de mim e beijou-me ao de leve nos lábios.


Despedi-me da minha mãe e nem me dignei a falar com o meu pai, sei que ele é muito emocional, bem mais que a minha mãe, e já percebi que o que quer que tenha acontecido não foi culpa do meu Agüero, portanto ele reagiu mal, muito mal mesmo com o meu namorado sem razão, tão cedo não falaria com ele.

- Deixa-me ver se percebi, o teu pai quis roubar tudo ao meu pai?! O restaurante, a casa, o dinheiro?! Como é que isso é possível? E já agora porquê?
- Tens todo o direito de fazer todas essas perguntas, eu era pequeno, daí a tua mãe dizer que não tenho culpa de nada, mas ele acho que sempre quis tudo o que eu teu pai tinha, e ter o nível de vida que o teu pai tem, nunca o conseguiu e com esquemas e mais esquemas sempre tentou de tudo, mas felizmente nunca conseguiu e fugiu, abandonou toda a gente, aliás, até hoje não faço ideia onde está ele e não fazia ideia que os teus pais tinham uma filha e logo tu.
- Logo eu?! Estás a querer dizer o quê exactamente? – Disse exaltada.
- Maria acalma-te por favor, eu não estou a querer dizer nada, simplesmente amo-te e quero ficar contigo até te fartares de mim, mas custa a tua família,… quer dizer, o teu pai não me aceitar pelo monstro em que o meu pai se tornou.
- Mas eu quero-te a ti, não ao teu pai, eu namoro contigo não com o teu pai, portanto ele não tinha de ter reagido assim, mas conta-me tudo com todos os pormenores, temos longas horas de voo pela frente.

(Agüero)

Contei-lhe tudo, sem escapar nada, e as expressões na cara dela foram as mesmas que eu fiz quando me contaram. É meu pai? Sim, mas só de sangue porque afetividade e carinho foi coisa que nunca existiu. Ela é a minha namorada, posso confiar-lhe tudo e sem dúvida quando as lágrimas me caiam, era ela que as limpava. Chegámos a Manchester e quando se viam os imensos jornalistas à saída do aeroporto senti que o coração dela tinha parado, não sabia o que fazer, como reagir, era um mundo que eu não queria para ela, mas já tínhamos falado sobre isto, agarrei na mão dela e beijei-a.

- Estamos nisto juntos princesa.
- Sim amor.

Respondemos a várias perguntas e tirámos várias fotos.

- Mais calma princesa?
- Muito mesmo, não sei como aguentas isto à saída de treinos, de jogos, de entrevistas,..meu deus, que canseira. – Não pude deixar de me rir com o comentário dela.
- És tão doida!
- Realmente sou, porque só por ti passo por isto tudo kun. – Deixou-me, sinceramente, com um sorriso babado no rosto, e com os olhos a brilhar.
- O que foi babe?
- És tu que me fazes assim mega feliz guapa.

(Maria)

Beijámo-nos e ele deu-me o abraço mais apertadinho que alguma vez recebera. Abraço esse que foi interrompido. Puxaram-me dele e fizeram-me cair no chão.

- Maria, estás bem? – Apressou-se a ajudar-me a levantar.
- Sim estou, dói-me é a cabeça. – Afirmei passando a mão na parte de trás - ainda gostava de saber quem eram aquelas Kun.
- Nem sequer me faças essa cara, não tenho culpa, achas que as conheço de algum lado princesa?
- Devem ser as fans, aquelas doidas! Já vi que a concorrência é grande.
- Ai tão amuadinha que ela está. – Disse ele enchendo-me de beijos.
- Ciumentazinha sim e muito. – Disse virando as costas para ele.
- Óh anda cá guapa. – Puxou-me para ele.

Entrámos num táxi que nos deixou à porta de casa dele.

- Kun, eu avisei a minha irmã que chegava hoje, não posso ficar muito tempo.
- E eu a pensar que íamos ter uma noite assim,..
- Assim como?! Agüero, é que nem penses!
- És mesmo parva, eu estava a brincar contigo, mas aceitas um chocolate quente e um filme? Prometo que te entrego inteira ainda hoje. – Piscou o olho e sorriu para mim.

(Agüero)

A verdade é que queria passar a noite com ela, não a fazer o que ela pensou, mas sim agarradinhos, sem pensar em mais nada, senti que ela recuou, apesar de eu estar a brincar.

- Hum, está bem eu aceito.
- Princesa, eu ía dizer que queria uma noite assim agarradinho a ti, não quero que te comeces a afastar.
- Não afasto, só que ainda não me sinto preparada para essas coisas, desculpa. – Disse ela baixando a cabeça.
- Nem penses meu amor, estarás preparada quando estiveres assim como eu estarei, acredito que quando tiver de ser será, sem pressas, sem medos.
- És o melhor namorado do mundo sabias?
- Ai tão lamechas que ela está. – Brinquei.
- Ai é lamechas? Não te dou mais beijinhos.
- Não dás?
- Não.
- Tens a certeza?
- Tenho!
- Anda cá. – Pu-la no meu colo e comecei a enchê-la de beijos.


- Isso não vale Kun.
- Vale pois princesa.
- Levas-me a casa amor?
- Claro amor, mas com tudo isto, nem filme nem chocolate quente.
- Filme? Prefiro o que vivemos. E em relação ao chocolate quente, tu substituis bem, docinho e lá quente és tu babe.



Agarrei-a pela cintura e dei-lhe um beijo cheio de intensidade, ela era sem dúvida a mulher da minha vida.


Está pequenino e peço desculpa mas o próximo (como a partir de amanha estou praticamente de férias) será maior com certeza, besos e comentem muito. 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

4º Capítulo - "Queres namorar comigo princesa?"

(Maria)

Respirei fundo, eu sabia que era ele que estava à minha frente, o corpo dele estremeceu quando ouviu a minha voz, estava com as lagrimas a cair pela minha cara.

- Maria? – Um sorriso formou-se na cara dele, sabia que muito se estava ele a conter para não chorar.
- Sim, sou eu, estou aqui, realmente sentido de oportunidade temos nós.
- Mas o que fazes logo aqui?!
- Sou natural desta cidade da Argentina.
- A sério?
- Sim, mas esquece isso por agora. Sinceramente pensava em responder à mensagem quando te vi, mas já que aqui estamos, eu quero pedir-te desculpa, porque sim, óbvio que não gostei daquilo que vi, não somos namorados, mas gosto de ti, do teu aconchego, dos teus beijos, preciso de ti comigo para me sentir bem, para me sentir viva, e ver aquele vosso beijo, foi como se me tirassem o chão, foi como se tudo tivesse caído, foi como,..

Ele beijou-me, beijou-me de uma maneira indiscritível. Amor? Parece-me que sim! Saudades? Muitas mesmo.

(Agüero)

Eu sabia que era ela, tinha a certeza, aquela voz era única para mim. Não queria ouvir explicação nenhuma, só precisava de a beijar, mas sabia que ela precisava de deitar tudo cá para fora, até que chegou a um ponto em que bastava o que tinha ouvido, queria-a a ela, queria aqueles lábios doces, queria poder dizer-lhe que não gosto dela, que aquilo que sinto é mais forte, é amor, e que apesar de recente é verdadeiro.

- Maria, o que sentes por mim, exactamente?
- Que pergunta é essa Kun? Sabes perfeitamente que gosto de ti.

Cheguei-me a ela e dei-lhe um beijo.



- Só gostas?
- Não percebo mesmo onde queres chegar.
- Ai Maria, amas-me? – Ela estava a fazer de propósito.
- Podias ter sido logo directo não é?! É uma palavra muito forte,..mas sim provavelmente, da maneira como fiquei, amizade acho que calculas que não seja.
- Ou seja?!
- Sim eu amo-te Sérgio Agüero!
- Se eu te pedisse em namoro, tu aceitavas? – Perguntei deliciado.
- É uma questão de experimentares. – Ela estava a provocar-me, mas era esta uma das coisas que me fascinava nela.
- Então e a menina gosta mais das maneiras tradicionais ou de coisas assim mais modernas? – Brinquei.
- Como o menino preferir. – Disse sorrindo timidamente.

Cheguei-me perto dela, beijei-a com calma, peguei nela e pu-la ao meu colo.



- Queres namorar comigo princesa?
- Hum, deixa-me lá pensar,..! Só fazes perguntas difíceis, tu! – Disse enquanto corria.
- Que piadinha menina Maria. – Corri atrás dela, puxei-a pela cintura e encostei a minha testa na dela.
- Sim, é claro que sim meu Kunzinho!

(Maria)

Estava completamente rendida àquele homem. Simplesmente não dava para negar mais, ele é neste momento a pessoa que mais quero perto de mim, que me diga que vai ficar comigo para sempre, que me faça feliz.

- Amo-te princesa.
- Amo-te mais amor,..Olha lá, mas o que estás tu aqui a fazer?
- Que raio de sentido de oportunidade o teu. Nasci e cresci aqui, mais alguma coisa?
- Parvo! Por acaso sim, mas porque estás aqui agora?
- Trabalho com a selecção durante cinco dias amor.
- Uau, até nos dias acertámos em cheio.
- Nós somos assim, sempre a combinar em tudo.
- É, parece que sim.

Acabámos por passear um pouco e conhecer mais das vidas um do outro que sem imaginarmos eram bastantes parecidas. Despedimo-nos, à noite iria ter com ele, como combinámos fazer durante estes cinco dias. Fui para casa e acabei por ligar à minha irmã.

#Chamada#
Mel – Ai mana, fazes-me falta aqui, quando voltas?
Maria – Daqui a pouquinho tempo estou aí, prometo! Tás numa de querer ficar histérica comigo?
Mel – Sim, conta!
Maria – Assim muito breve, o Kun está cá, ele é daqui acreditas? E veio em trabalhos da selecção e eu a vir arejar as ideias e aparece-me ele à frente! Enfim, falei com a mãe e ela achou que devia falar com ele e falei, agora a novidade,..namoramos mana!
Mel – Ai que bom princesa, nem sabes o feliz que estou por ti, fogo aquela noite foi desesperante para mim, ver-te mal é horrível. Mas realmente vais ter de me contar essa coisa de ele ser daí.
Maria – Em pouco tempo volto e ficas a saber de tudo. Te quiero guapa, besos.
Mel – Te quiero, besos.
#Fim de chamada#

Nessa noite , como em todas as outras que passaram, passeámos, namorámos e acima de tudo ficámos a conhecer-nos como ninguém. Ele é uma pessoa muito simples que me deixava mais rendida a cada nova coisa que descobria.

(Agüero)

O facto positivo de tudo isto? Sem dúvida, saber que ela não iria desistir de mim e sobretudo saber que ela me ama. Estes dias foram passados entre treinos e Maria, e era isto que queria para sempre, a minha Maria e o Futebol.

- Amor, tenho de ir arrumar as malas, vens comigo no avião? – Perguntou ela.
- Sim claro princesa, mas eu ajudo-te com as malas.
- Kun, a minha mãe está lá,..!
- Não queres que ela saiba de mim, é isso? – Perguntei desanimado.
- Ei amor, não é nada disso até porque ela sabe de ti desde que aqui cheguei, foi ela que me incentivou a falar contigo e dar-te o benefício da dúvida. Pensei é que tu não quisesses ainda.
- A serio guapa? Isso quer dizer que ela provavelmente vai gostar de mim? E sim quero conhecê-la, não sejas tonta, porque essas coisas não são comigo.
- A falares assim até parece que já conheces-te imensas mães,..tantas namoradas que já tiveste,..!
- Não conheci a mãe de nenhuma, quero conhecer a tua, porque para mim, já és a mulher da minha vida, achas que pode ser?
- Te quiero estupido! – Correu para mim e beijou-me, pegou-me pela mão e seguimos para casa dela.

(Maria)

Chegámos a minha casa e como não estava ninguém subimos e fizemos as minhas malas. Estava a escrever um bilhete quando o meu pai entrou em casa.

- O que é que ele está aqui a fazer? – Perguntou indignado o meu pai.
- Ele é o Sérgio e é o meu namorado pai, e sinceramente não percebo essa tua reacção, não tiveste minimamente interessado quando estive mal, e a única que esteve para me ouvir foi a mãe, agora reages assim?


- Podias ter todos os namorados do mundo menos ele Maria, todos menos ele! – Gritou saindo e batendo com a porta.



Espero que gostem meus amores, besos!

domingo, 10 de novembro de 2013

3º Capítulo - "Aguero? Posso falar contigo?"

(Agüero)

Saí de casa com os nervos à flor da pele. Desde o primeiro contacto que me senti atraído por ela e não pensava de todo desistir depois do que aconteceu, tinha de lutar. Estava determinado a entrar quando a vejo sair e sinto uns lábios colarem-se nos meus. Só tive tempo de a ver fugir de mim.

- Mas que raio estás tu aqui a fazer?
- Aquelas fotos não apareceram por acaso, tu queres-me de volta, eu sabia que isso aconteceria.
- Mas estás parva? Eu quero é distancia de ti, e sim, aquelas fotos apareceram não sei por alma de quem, mas é de outra pessoa que eu gosto. – Disse com as lágrimas a caírem.
- Isso quer dizer que o que saiu foi um erro?
- Achas que tinha sido eu a mandar as fotos? Achas mesmo que acabava contigo e voltava para ti mandando fotos para uma revista? Achas sequer que ia voltar para ti? O meu coração finalmente pertence a uma mulher, mulher essa que vou lutar para ter ao meu lado, apesar de por tudo isto ela nem me querer ver. Apenas sai daqui por favor.

Vi ela ir-se embora. Perdi a conta às dezenas de vezes que bati naquela porta e que chamei pelo nome dela. Estaria de rastos de certeza, como é possível em tão pouco tempo já a ter feito sofrer tanto?! Sinto-me fraco por não poder fazer nada. Ela nem me queria ouvir, tinha a noção que estava tudo acabado, tudo o que ainda nem tinha começado.

(Maria)

Não queria acreditar naquilo que via, fugi o mais rápido que consegui. Mas que sentido tinha ele vir a minha casa e estar a beijá-la mesmo à porta?! Simplesmente não fazia sentido nenhum, e pensei sinceramente em dar-lhe o benefício da dúvida, abrir-lhe a porta e ouvir tudo o que ele tinha para dizer, mas aquelas fotografias, aquele beijo, não me conseguia esquecer, não agora, não neste momento! Liguei para a minha mãe.

#Chamada#
Maria - Mãe?
Mãe – Meu amor, estás a chorar?
Maria – Mãe, achas que posso ir passar aí uns dias, uns cinco, só preciso de cinco.
Mãe – Claro que sim, mas preciso que me contes, sabes que te conheço.
Maria – Conto-te quando chegar pode ser? Vou já comprar bilhete e apareço daqui a umas horas, te quiero.
#Fim de chamada#

Fui para o aeroporto, comprei o bilhete e fiz o check-in, embarquei, sempre com os fones nos ouvidos e a pensar em quem decididamente não devia, e passadas umas boas horas, cheguei à minha terra, à minha cidade, à minha casa!

(Agüero)

Estava realmente disposto a lutar por ela, iria ligar-lhe todos os dias, e mandar-lhe mensagens mesmo que ela não respondesse a nenhum deles, não iria desistir dela. Tinha cinco dias com a selecção e partia, logo a seguir ao jogo, para a Argentina. Os treinos de preparação iriam ser perto da minha cidade, Quilmes.

Ganhámos em casa, 3-1 contra o Manchester com dois golos meus, golos esses dedicados somente a ela. Embarcámos e toda a viagem tive com o meu pensamento na Maria, fui vendo todas as fotos que tinha dela, aquele sorriso que acabei por transformar em lágrimas deixava-me de rastos, mas iria recuperar tudo o que tínhamos começado, todo aquele carinho, iria voltar a tê-lo e a dá-lo.

(Maria)

Cheguei a casa com os olhos inchados de tanto chorar, recebi mais do que mimos da minha mãe e expliquei-lhe a história toda, sem esquecer de nada.

- Oh meu amor, mas esse tipo de paixões são tão boas, achas que é necessário estares assim?
- Mãe, aquela porcaria de revista e de fotos e do beijo não saem da minha cabeça. – As lágrimas corriam com toda a força pela minha cara.



- Primeiro páras de chorar e depois ouves-me pode ser?
- Sim. – Disse acalmando as lágrimas que teimavam em cair.
- Sabes se essas fotos são de agora? Sabes se o beijo foi porque ele quis? Eu duvido muito mas muito mesmo que o rapaz te queira mal, depois de tudo o que me contas-te, e eu vou falar com a tua irmã porque se ela conhece o tal rapaz devia falar com ele antes de te mostrar a revista, ainda por cima, logo depois de terem estado juntos.
- A Mel fez o que achou mais correto e obviamente fez bem em avisar-me não é mãe?! Eu gosto dele, gosto mesmo, por mais absurdo que seja, mas gosto.
- Nota-se imenso porque esse brilho nos olhos não mente, mas sinceramente já que vieste, descansas e depois falas com ele, é o melhor que tens a fazer meu amor.
- Sim é mesmo, obrigada mãe, te quiero.

Fui dar uma volta, precisava de espairecer, respirar aquele ar fazia-me sentir bem. Nesse momento comecei a esclarecer as coisas na minha cabeça e decididamente percebi que a reacção que tive foi a quente, muito a quente, não sou de desistir de nada, muito menos dele, mas o medo de o perder já é enorme.

(Agüero)

Chegámos, e depois de deixar as malas em casa dos meus pais, fui dar uma volta, tinha saudades daquela cidade, mas tinha mais saudades dela.

Para: Maria
“Apesar de tudo, só gostava que me desses a oportunidade de me ouvir, eu gosto de ti, e espero que não desistas, eu também não vou desistir.”

- Agüero? Posso falar contigo?



Era ela, tinha a certeza que era ela, aquela voz, o cheiro do ar tinha mudado, aquele perfume, reconhecê-lo-ia em qualquer lado, era ela, era a Maria, a minha Maria.


É pequenino, mas espero que gostem, deixem os vossos comentários, besos!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

2º Capítulo - "Deixas-me fora de mim"

- Oportunidade?
- Sim! De transformar esses nervos de estares comigo em nervos de não aguentares sem mim!
- Mas quem te disse que essa transformaçao vai acontecer?!
- Eu estou a gostar bastante de ti, és linda nos dois sentidos e eu não desisto do que gosto.
- Não digas essas coisas porque nos conhecemos nem há 24 horas e depois eu fico a pensar coisas que na verdade não existem e desiludo-me.
- Nunca ouviste falar em amor à primeira vista? Nunca me tinha acontecido até hoje. Sabes aquela sensação de apenas teres visto a pessoa durante uns minutos e já não a quereres perder? É isso que sinto em relação a ti.
- O teu objectivo é que e morra de nervos?
- Não, é que me deixes conquistar-te!

Ele estava a deixar-me completamente rendida, a verdade é que quando o vi pela primeira vez senti alguma coisa dentro de mim, ele é lindo e é um verdadeiro Homem, mas e agora?! Ele estava a deixar-me sem opção de resposta.

- Não dizes nada? – Perguntou olhando-me nos olhos.
- Eu não sei o que dizer Agüero, tu estás a deixar-me numa situação em que eu nunca estive, nunca ninguém lutou assim por mim, percebes?
- Como não? Nunca tiveste um namorado?
- Não propriamente. – Disse envergonhada.
- Tu és absolutamente linda e maravilhosa, como é possível?
- Eles andavam atrás mas eu não sou dessas que cai em todo o paleio, mas estou a gostar de ti, não sei porquê mas estás a mexer comigo.

Ele estava a olhar-me intensamente, pegou-me ao colo e levou-me até ao relvado do estádio.

- O que estamos aqui a fazer Agüero? – Disse a gargalhar visto que ele estava a fazer-me cócegas.
- És do Manchester City?
- Sou porquê?
- Então e que tal acontecer um momento especial num sitio especial?
- Depende do que é mas estou disposta a confiar em ti.

Começo a ouvir musica e ele pede-me para dançar com ele. Ficámos agarrados não sei bem quanto tempo, mas só interrompemos pelo toque do telemóvel dele.

- Desculpa tenho mesmo de atender.
- Sim tudo bem.

Enquanto ele falava eu estava a pensar que isto só podia ser um sonho.

- Au! Beliscaste-me, estás parvo?
- Então era para veres como é bem real.
- Oh, eu sei que é real mas custa acreditar só isso.
- Vou levar-te a casa porque os meus pais decidiram fazer-me uma surpresa e aparecer por cá, desculpa.
- Não precisas de levar-me, eu ligo à minha irmã, vai ter com os teus pais.
Ele olhava-me bastante atento, o que me fez estremecer por dentro.

- Agüero, estás a ouvir-me?
- Tem mesmo de ser, desculpa.

Nisto, agarra-me e puxa-me com imensa força para ele, beija-me de uma maneira que nunca antes me tinham beijado. Queria afastar, não me queria envolver demasiado, mas não consegui, este homem dá cabo de todas as minhas forças para o que quer que seja.
Pega-me ao colo e vamos entre beijos para o carro dele na garagem. Ele não me estava a pressionar, simplesmente aquilo que sentimos foi instantâneo, como é possível tal coisa?!

- Deixas-me fora de mim. – Acabei por dizer-lhe num sussurro.

Quando chegámos a minha casa, saí do carro e ele puxou-me. Beijou-me mais uma vez, e eu, sem conseguir afastar-me acabei por corresponder.
Fui-me embora e quando cheguei a casa apenas consegui atirar-me para o sofá e sorrir, como nunca antes o tinha feito.

- Maria, estás bem?
- Estou óptima Mel.
- Queres contar?
- Quero, quero muito. Ele é muito especial para mim, ele faz-me sentir imensamente bem, ele é lindo de morrer, e sim, beijámo-nos no primeiro encontro Mel, a sério, ele é,..perfeito? Nem sei mana,.. Mel, tu estás estranha.
- É que,..Maria, eu juro-te que estaria neste momento a guinchar contigo se não fosse isto.

Ela passou-me uma revista para as mãos e eu só tive tempo de começar a chorar. A minha irmã abraçou-me, acabou por me encher de mimos, o que me fez adormecer.

(Melissa)

Saí calmamente do sofá onde estava a minha irmã e até mesmo antes de adormecer por completo ela tremia. Começou a gostar dele verdadeiramente, pelos vistos, ele conseguia isto de todas. Lembrei-me que ela tinha ficado com o número dele e liguei-lhe.

#Chamada#
Agüero – Olá Maria, isso já são saudades?
Melissa – Não é a Maria, sou a Melissa e depois, acredita que saudades, é o que ela vai sentir menos por ti.
Agüero – O que é que se passa?
Melissa – Estás a brincar certo? Eu não vou deixar que faças sofrer a Maria, ela não é como as outras que andas para aí a comer percebes?
Agüero – Eu juro que não sei do que estás a falar.
Melissa – Vê a capa das revistas e percebes.
#Fim de Chamada#

(Agüero)

Apressei-me a ir ao meu computador ver as capas das revistas, e a verdade é que estava numa delas a minha ex namorada e eu a beijarmo-nos. Isto foi uma foto arranjada, uma foto antiga, ela não podia tirar conclusões precipitadas, eu estava a gostar realmente dela, todos aqueles beijos foram sinceros, ela conseguiu conquistar-me sendo a pessoa mais simples e querida. Eu não podia deixar que aquela relação que tive há mais de um ano estragasse o que a Maria sentia por mim. Tinha de falar com ela. De manhã iria ter com ela.

(Maria)

Acordei com uma enorme dor de cabeça, era sábado, não tinha vontade nenhuma de sair da cama, mas a muito custo e com a minha irmã a puxar por mim, lá consegui. Fui tomar um banho demorado, vesti-me e desci para o pequeno almoço.
Chamei pela minha irmã, não obtive resposta, tinha ido trabalhar.
Hoje era dia de jogo do City, e se antes ninguém me calava, agora nem perto do estádio quero estar, faz-me lembrar dele.
Apetecia-me apanhar ar, peguei nas chaves e saí.

- Tu deves estar a brincar comigo! - Desatei a correr para dentro de casa num choro compulsivo.
- Maria espera! - Ouvi o Agüero gritar.


Queria agradecer os comentários, são muito importantes e é óptimo estarem a gostar tanto, besos!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

1º Capítulo - "Dás-me uma oportunidade?"

(Maria)

Esperava-me mais um dia de faculdade, era sexta-feira, estava de rastos, precisava mesmo de um fim-de-semana. Em pleno mês de Novembro, o frio fazia-se sentir com grande intensidade, a minha irmã já tinha saído para mais um dia no hospital e eu, despachei-me e saí.

#Chamada#
Maria – Diz Mel.
Melissa – Tenho uma novidade para ti.
Maria – Ui, conta-me já.
Melissa – Recebi uma proposta de trabalho.
Maria – Então mas não gostas do hospital?
Melissa – Gosto, mas a proposta é demasiado boa, e sabes que é o meu sonho.
Maria – Oh meu deus, qual foi o clube que te quis?
Melissa – Manchester City. E agora tenho de ir, vou aceitar e quem sabe começar já a trabalhar. Beijinhos.
#Fim de chamada#

A minha irmã sempre sonhou com isto e acredito que esteja completamente fora de si com tanta felicidade mas o Manchester City? Era um sonho!

As aulas passaram e tinha recebido uma mensagem da minha irmã a pedir para ir ter ao estádio do Manchester, e assim fiz.

- Olá Mel, o que querias que eu viesse aqui fazer?
- Olá mana, então quero que conheças as instalações onde vou trabalhar, ficamos por aqui e conheces comigo a equipa, que tal?
- Por mim tudo bem. Estás mesmo entusiasmada tu.
- Óbvio que sim, ainda por cima,..tu sabes,..!
- Aii o Navas, pois é, estás ansiosa para que lhe dê uma coisinha má né?!
- Não sejas parva. Vamos entrar?
- Vamos.


Entrámos e eu estava realmente espantada com a grandeza daquele estádio, que lindo que é.



- Olá. Estás boa Melissa? Estes são todos os rapazes. E ela é a nova médica do departamento. – Falou o treinador.
- Olá, muito gosto. Vim com a minha irmã, espero que não se importem. – Disse a minha irmã, e eu mais corada não podia estar, tanto homem!
- Claro que não.
- Quem sabe não virá a ser a psicóloga do clube. – Disse a minha irmã fazendo-me engasgar com a água que bebia.
- É pois, quem sabe. – Acabei por responder.

Depois das apresentações feitas fiquei com a minha irmã que falava atentamente com o treinador, enquanto os rapazes faziam passes e ‘brincavam’ com a bola.
Apetecia-me ir dar uma volta para conhecer o estádio e a verdade é que fui, não era de todo uma boa ideia porque não conhecia nada daquilo mas fui. Acabei por ir parar a um balneário que vi ser dos jogadores da casa.

- Que estás aqui a fazer? – Perguntou um rapaz.
- Ai credo, que susto! Desculpa, eu sei que provavelmente não devia mas estava farta de não fazer nada, vim dar uma volta e basicamente perdi-me. – Disse atrapalhada.
- Desculpa não queria assustar-te. Tu és a irmã da nova médica não é?
- Sim sou. Maria Pérez, prazer! – Disse a sorrir e dei-lhe dois beijinhos.
- Eu sou o Sergio, mas tratam-me por Kun e Agüero, é como preferires. – Retribuiu os beijinhos.
- Agüero, pode ser?
- Claro. Vives cá em Manchester? – Perguntou, pelo que me decidi meter-me com ele.
- Isso não são conversas para se ter aqui, mas se me convidares para sair talvez te responda! – Pisquei-lhe o olho e sorri.
- Que proposta irrecusável. Onde nos encontramos? – Perguntou com um sorriso demasiado perfeito.
- Que tal aqui à porta do estádio? – Propus.
- Combinado, às 19h pode ser?
- Claro, agora achas que me podes levar de volta? – Perguntei.
- Poder posso, mas não me apetecia nada.

Corei, petrifiquei, fiquei sem reacção possível, ele estava a ser um querido comigo e quando disse aquilo só consegui formar um enorme sorriso e baixei a cabeça.

- Desculpa, talvez não devesse ter dito aquilo. – Disse pondo a mão por baixo do meu queixo e levantando-me a cabeça para olhar para ele.
- Nada disso, mas coro facilmente, e foste realmente querido, só isso.

Ele pegou-me pela mão e saímos dali em direcção ao relvado.

- Antes de te deixar ir, dás-me o teu número?
- Posso dar mas achas que memorizas?
- Ah pois o telemóvel está lá dentro, então fica tu com o meu.

Deu-me um beijinho na cara e saiu.

- Uau, até já números trocaram, já vai avançado isso!
- Ai a minha vida, mas será que toda a gente tirou o dia para me assustar? Porra Melissa!
- Desculpa, credo pensei que me tinhas visto.
- Não, não vi e sim trocámos números, mas não há avanço nenhum, estamos a ficar amigos, hoje vou sair com ele.
- E não há avanço, han que engraçado!
- Opá Mel, cala-te, e tu gostaste das instalações?
- Sim gostei muito, estou ansiosa por começar, amanhã venho para aqui e vou conhecer os relatórios deles todos, vou conhecer o teu Agüero por dentro! – Disse a rir.
- Isso suou tão mas tão mal Mel.

Acabámos por ir embora mas não sem antes uma troca de olhares intensa entre mim e o Agüero, palavras da minha irmã.
Passeámos imenso, ela estava radiante com o novo trabalho e eu super nervosa porque só quando faltavam 20 minutos para as 19h é que me apercebi que ia estar ainda algum tempo com ele e sozinha!

- Se começas já assim com esses nervos todos ainda morres quando ele te espetar um beijo.
- Mas tu estás parva ou quê? Ele não me vai beijar.
- Vá no primeiro encontro não mas depois, quem sabe!
- Se não fosses médica, realizadora seria perfeito Mel.
- Olha ele vem aí, vou andando.

Respirei fundo, compus-me e virei-me. Senti os lábios dele, apressei-me a afastar dele.

- Oh meu deus, desculpa.
- Tem calma, não foi nada de mal.
- Nada de mal? Se isto amanha sai nas revistas e por exemplo a tua namorada vê, não pode ser.
- Maria, acalma-te pode ser? Eu não tenho namorada e não está aqui ninguém, e ainda por cima é de noite, ninguém nos vê.
- Sim tens razão, desculpa.
- Estás assim tão nervosa porquê?
- Porquê?! És o Kun Agüero, não és um qualquer, e pronto, estamos aqui os dois, sozinhos e eu nunca tinha pensado nisto, nem imaginas o medo que tenho destas coisas e,..

Ele abraçou-me, abraçou-me com muita força e sussurrou ao meu ouvido.

- Dás-me uma oportunidade?




Espero as vossas opiniões, são importantes para mim, besos!