domingo, 6 de setembro de 2015

15º Capítulo - "Vem viver comigo"

Olá! Passado imenso tempo voltei, desculpem desculpem. Espero que gostem e que comentem se ainda se interessarem. Beijinhos.


(Maria)

O despertador tocou e eram sete e meia da manhã, é difícil sair de onde nos sentimos bem e eu sinto-me tão bem nos braços do Kun, nesta casa, neste país,..!

- Bom dia cariño. - Disse enchendo-o de beijos. Ele mal se mexeu. - Kun, acorda, temos um avião para apanhar.
- Não me lembres disso que por muito que goste do que faço, não me apetece sair daqui. Os teus braços são o meu refúgio princesa. - Puxou-me para cima dele.
- Nem penses menino Sérgio, arrumar as malas e tomar banho. - Disse eu já a dar luta para sair dos braços dele e ir a correr para a banheira.
- Vou contigo. - Ouvi já mais de longe.

(Kun)

Despedimo-nos e embarcámos, esperavam-nos umas boas horas de voo até casa. Tanto a Maria como a Melissa acabaram por adormecer, e acabei por cair no sono também. Acordámos já prontos a aterrar. 

- Como fazemos agora? - Perguntou a princesa.
- Vai com a Melissa que eu vou correr com o léo, ele bem precisa. Ligo-te depois, sim princesa? - Dei-lhe um beijo.

(Maria)

- Bem e nós Mel? - Perguntei dando um abraço à minha irmã.
- Vamos para casa que eu tenho de arrumar as minhas coisas e tu fazer as tuas.
- Fazer? Tou de férias mas não vou sair daqui Mel.
- Ai isso é que vais. Mais logo vêm-te buscar, portanto põem-te lá bonita.
- Odeio mesmo quando fazes coisas nas minhas costas e é tão óbvio que tu e o Kun tiveram a combinar tudo.
- Quem sabe. - Disse ela em tom de gozo.

Passei o resto da tarde a arrumar as malas como pediu a Mel, vinha aí surpresa. Estava deitada no sofá quando tocaram à campainha. 

- Olá Prin.. - Não o deixei acabar e atirei-me para os braços dele, já morria de saudades com poucas horas sem o ver.
- Isto eram tudo saudades pequeña?
- Claro. - Pegou-me nas malas e começou a descer as escadas gritando um 'adeus Mel'.
- Adeus Mana, depois ligo-te.

(Kun)

Tinha tudo preparado, queria que ela vivesse comigo e falei primeiro com a Mel, obviamente, apesar de sentir que conheço bem a Maria, sei que a Melissa a conhece muito melhor e ouvir um não da Maria não estava de todo nos meus planos.

Parei á porta de casa e puxei-a para mim.

- Já não consigo não te ter por perto a todas as horas do dia.
- Nem eu, nem imaginas as saudades que eu já sentia.
- Fica cá.
- Eu fico Kun, trouxe a mala. - Riu-se.
- Para sempre. - Corei.
- O quê?
- Vem viver comigo.
- Mas,.. - Beijei-a, só queria um sim.
- Por favor Maria.
- Tu tens os treinos, eu as aulas, achas que conciliamos bem as coisas?
- Tenho a certeza, e quando puder vou sempre buscar-te á faculdade, será um prazer.
- Esquece, não quero isso, já vai ser difícil quando voltar, não preciso de jornalistas á porta.
- Amo-te. - Sussurrei.
- E eu amo-te a ti.

(Maria)

Entrámos em casa e fui em direcção ao quarto do Kun arrumar as minhas coisas.

- Já deves ter percebido que é assim um sim gigante, certo? - Ele só olhava para mim com aquele sorriso que me derrete sempre. - Não olhes assim para mim Kun.
- Assim como? apaixonado? não posso fazer nada!
- Só tu! Anda cá.

Comecei por lhe ir dando beijos ao de leve na bochecha, no pescoço, e todo ele se arrepiava. Sentei-me por cima dele e olhava para aqueles olhos enormes e brilhantes. Aquela troca de olhares cheios de desejo eram simplesmente arrebatadoras para o meu coração. Ele acabou por me tirar a camisa à pressa, a vontade de nos amarmos era tão intensa que o facto de ser tudo meio desajeitado tinha a sua piada. Eu tinha tantas saudades dele.

(Kun)

Sentir os lábios dela na minha pele arrepiava-me todo, aquela pele tão macia a roçar na minha deixava-me completamente em êxtase. Sentou-se por cima de mim e olhava-me com aqueles olhos cheios de desejo. Tirei-lhe a camisa à pressa, a vontade era tanta, só queria sentir-me dentro dela. Viver estes momentos com a única mulher que considero perfeita é simplesmente mágico. Eu tinha tantas saudades dela.


Acordei mais cedo que a Maria, era dia de treino. Dei-lhe um beijo, e fui despachar-me. Deixei um bilhete na bancada para quando ela acordasse.


(Maria)

Acordei com o léo a encher-me de beijinhos, queria ir à rua de certeza. Percebi que o Kun já não estava em casa, desci, e encontrei um papel na bancada. 

"Buenos dias mi reina, espero que tenhas dormido bem na nossa cama. quando chegar quero que estejas preparada, vamos passear por aí, amo-te boneca"

Recebi uma foto do Kun depois de lhe mandar uma mensagem a dizer que o amo.


"Vou treinar meu amor, amo-te"


Como já estava despachada e tinha pensado exactamente em correr com o léo, resolvi retribuir.



"Achas que és o único a ser o perfeito cá de casa? Amo-te, até logo meu amor"

***

(Kun)

Cheguei a casa e não vi a Maria, procurei por todo o lado, mas nada. Comecei a ficar preocupado porque sabia que ela tinha ido correr,e o léo? o léo também não estava em lado nenhum. Liguei-lhe várias vezes e nada. Quando ia a sair de casa para falar com a Melissa entra a Maria e a única coisa que fiz por abraçá-la e deixar o meu coração acalmar. 

- Por onde é que andas-te? Tentei ligar.
- Calma, eu percebi que já cá devias estar e vim o mais rápido que pude. Fiquei sem bateria no telemóvel e encontrei o teu pai pelo caminho, falámos um pouco e quando reparei já era tarde e vim a correr.
- O meu pai? Falaram sobre quê?
- Calma principe, ele só queria saber de ti, eu disse o essencial, que estavas bem. - Disse ela bebendo um copo de água.
- Obrigado princesa. Ainda não consigo aceitar isto totalmente.
- Eu sei amor. - Abraçou-me

(Maria)

Queria um momento nosso, não me apetecia muito sair e enquanto o Kun fazia o almoço abracei-o pelas costas e falei ao ouvido.

- Mi amor, não me apetece sair, estou cansada,.. - Disse, dando-lhe pequenos beijos nas costas.
- Se preferires podemos ficar por aqui reina.
- Prefiro sim.

Sentou-me na bancada da cozinha e enquanto ia fazendo as coisas ia-me dando a provar, e estava tudo realmente delicioso.

- Que cozinheiro me saíste tu Agu!
- Tudo para ti. Queres ver um filme?
- Programa perfeito. 

***

- Preciso que vás passear o léo amor. - Gritei da cozinha. Estava a preparar uma surpresa ao Kun e precisava que ele saísse uns momentinhos.
- Não queres vir comigo? - Perguntou ele fazendo beicinho.
- Não principe, vai lá, por favor.

Ele saiu e eu preparei tudo, velas, pétalas, e um prato cheio de crepes, chocolate derretido e morangos. Tudo isto á beira da piscina, tinha tudo para ser uma noite perfeita.

sexta-feira, 6 de março de 2015

14º Capítulo - "De um lado tem Kun, do outro tem Maria"

Olá, aqui têm mais um capítulo, espero os vossos comentários, beijinhos.


(Maria)

- O que é que mudou? - Perguntei surpreendida com o que via.
- Muita coisa filha - Disse o meu pai fazendo-me sinal para sentar perto dele - o pai do Sergio veio falar connosco - suspirou, e eu olhei para o Kun, ele estava tão surpreendido quanto eu - esclarecemos tudo e agora só me resta pedir-vos desculpa aos dois, e ainda bem que não desistiram um do outro, iria ser já o primeiro a dizer para ires a correr para os braços dele Maria! - Não parecia o mesmo Homem que encontrei cá em casa da outra vez. Sorri ao ouvir aquelas palavras e olhei para o Kun, ele sorria-me. Completamente apaixonada, estava eu sem dúvida.
- Obrigada Pai, a sério, eu queria mesmo que aceitasses o Sergio, era tão importante para mim que o fizesses - abracei-o.

(Kun)

Fiquei demasiado surpreendido com a atitude do pai da Maria que a única coisa que consegui fazer, foi sorrir.

- Não sei como lhe agradecer Senhor Agustin, é tão importante para nós ter o seu apoio.
- Não têm de agradecer, e tu Sergio, podes e deves passar o Natal cá em casa!
- Não queres mesmo ir falar com a tua mãe Kun? - Perguntou a minha princesa.
- Não consigo, e acho melhor ela não saber que aqui estou, vou ver se evito os sítios onde ela costuma ir.
- Isso não é dificil, quase nunca saímos nesta época. - Disse a Melissa.
- Isso é perfeito. - Concluí.

(Maria)

- Então e começar a fazer os doces, não? - Perguntou a minha mãe.
- Já? Não queres deixar para amanha de manhã? Estamos mesmo cansados da viagem mamá. - Disse a Mel.
- Vá, então, jantar e cama meus amores. - Disse a minha mãe carinhosamente.

Comemos entre muita conversa sobre o natal, a minha mãe acabou por dizer (depois de muita insistência da minha parte, e da Mel!) que já haviam imensas prendas em casa, mas que só queria fazer a árvore amanhã de manhã para todos a fazermos. A Mel insistiu imenso para dormir com o léo no quarto, e apesar de o Kun o permitir, o léo acabou por subir connosco em direcção ao meu quarto, enroscando-se na poltrona que lá tinha.

- Estás a sentir-te bem aqui em casa Agu?
- Claro meu amor, estão a ser todos muito bons para mim, só tenho de te agradecer princesa. - Beijou-me, apaixonadamente.

(Kun)

- Te quiero, tanto mi amor. - Disse abraçando-a.
- Te quiero más. - Deitou-se sobre o meu peito, e enquanto lhe fazia festinhas senti a sua respiração ficar cada vez mais pesada. Olhei-a a dormir, como ela é linda!

Não tens noção do quanto mudas-te a minha vida pequeña, és o meu anjo da guarda, conseguiste com que o meu sorriso voltasse, a minha força renascesse, se todos os dias sou melhor como pessoa, como Homem, só o devo a ti. Nunca ninguém confiou tanto em mim, nunca ninguém lutou assim por mim. Fizeste com que perdoasse o meu pai, sim porque já o perdoei, apesar de já o saberes, e fi-lo por ti, porque confiaste nele, tu dás-me essa garra de lutar por nós, pela minha vida, todo eu tremo só de te ver, o meu coração dispara e bate como nunca antes o tinha sentido, e sei que só por ti baterá assim, quero-te e amo-te tanto reina.

Acabei por adormecer com um sorriso enorme.

(Maria)

- léo, espera, estou a vestir-me não estou?! Tem calma por amor de deus.

Vi o Kun mexer-se, não o queria acordar, estava tão lindo a dormir.

- Não vamos acordar o dono ouviste léo? Vá, vai lá buscar a tua trela, vai. - Disse-lhe, e ele foi mesmo, adorava este cão.

Pus a trela no léo, dei um beijo leve nos lábios carnudos do Kun, e disse-lhe um amo-te antes de sair.

- Que cheirinho Mamá - Disse assim que cheguei do passeio, já cheirava a doces de natal, típicas manhãs de dia 24 na família Navarro Pérez.

- Bom dia meu amor, dormiste bem? E o Sergio?

- Dormimos muito bem, sim! Ele ainda não desceu?


- Não princesa, mas vai acordá-lo para comermos todos juntos.


(Kun)

Comecei a sentir leves beijos nos meus lábios, não havia melhor maneira de acordar.

- Bom dia mi amor. - Disse espreguiçando-me.
- Bom dia ó dorminhoco, achas bem ainda estares a dormir? - Disse ela sentando-se no meu colo, dando-me pequenos beijos e mordidelas pelo pescoço.
- Princesa, não me provoques. - Disse chegando-a mais a mim.
- Gostas pouco gostas bebé.
- Anda cá. - Peguei nela ao colo e deitei-me sobre ela.
- Kun, não podemos, estão á nossa espera para comer.
- Ai o que eu te fazia reina, mas vá, vamos. - Quando me ia levantar ela puxa a minha camisola.
- Só um beijo Agu. - E dei-lhe o beijo mais doce que alguma vez demos.

(Maria)

Tomámos o pequeno-almoço na maior alegria possível, o natal contagiava esta casa.

- Vamos fazer a árvore? - Perguntou a minha mãe.
- Vamos. - Disse pegando na mão do Kun e da Mel.

(Kun)

A árvore era enorme, e foi óptimo fazê-la, sentia-me em casa, a minha Maria tinha sem dúvida as melhores pessoas com ela. Decidi tirar uma foto e partilhá-la no instagram.


"O natal já chegou aqui a casa, Feliz Navidad"

- Amo que sintas que estás em casa Kun. - Senti rodearem-me o peito.
- E eu amo-te a ti. Obrigada reina, por tudo.
- Cala-te e beija-me. - Mordiscou-me o lábio inferior.

Dei-lhe um beijo calmo, mas carregado de desejo, tinha tantas saudades dela. A Melissa acabou por nos chamar para ajudarmos nos doces e a Maria parecia uma autêntica criança a sujar-me todo, acabámos todos (o léo inclusive, que aproveitava para roubar biscoitos) cheios de açúcar e farinha por todo o lado.

- E que tal irmos tomar um banho para depois almoçarmos? - Sugeriu o Senhor Agustin.
- Sim vamos. - Disse a Maria agarrando-me na mão.
- Juízinho! - Mandou a Melissa "para o ar".

(Maria)

Mandei um sorriso á minha irmã.

- Tenho tantas saudades tuas princesa.
- E eu tuas, acredita que sim Kun, mas temos mesmo de nos despachar. O bebé não pode ficar aqui mais tempo sozinho.
- Só uns beijinhos pequenã. - Começou a tirar-me a camisola e a dar-me beijos no pescoço.
- No banho Kun. - Rendi-me, acabando também por lhe tirar o resto da roupa que lhe sobrava no corpo.

Acabámos por nos amar ali mesmo, tantas carícias, tanto desejo, tanto amor, era isso mesmo, puro amor.

- Sergio Leonel Aguero, tu és o homem da minha vida.
- E o resto do nome princesa?
- A sério Kun? Estragaste o meu momento fofo, mas não te preocupes que sei que és Del Castillo.
- Tu amas-me Maria Navarro Pérez.

Beijei-o e ele já se estava a entusiasmar demais, quando oiço a Mel chamar.

- Kun, pára! Vamos já Mel.



Já estávamos na cozinha a preparar os doces para pôr na mesa, a minha mãe tinha feito peru, imenso peru, era incrível como aquela mesa estava cheia. Fui á cozinha buscar os doces e o Kun pediu um sorriso. 


"Melhor Natal passado com a princesa, está quase na hora dos presentes, te quiero mi amor"

(Kun)

Estava na hora das prendas e por insistência de todos naquela casa fui o primeiro a dar os meus.

- Mãe e Pai, o Kun não vai dar o vosso porque temos um para vocês de nós os três e só damos no fim. - Avisou a Maria.
- O que é que vocês aprontaram desta vez.. - Disseram eles.
- Bem, Mel, espero que gostes, é óbvio que tive ajuda da Maria, mas pronto.
- Assim dou também já o meu Mel.
- Sim, e nós o nosso. - Acabaram por dizer.




(Maria)

- ADOREI! - Berrou a Mel.
- Ai Mel, calma.
- Esta camisola, foste tu não foste Maria? Tu já sabias, tinha falado tanto dela, ai obrigada, e Kun, amo o colar, obrigada, e vans, este natal vai ser sapatos maninha. - Disse ela piscando o olho à minha mãe ao que ela riu.
- Agora para ti Maria. - disse a Mel - sei que o Kun quer ficar para o fim portanto é para vocês os dois.

Assim que abri, fiquei boquiaberta, não estava de todo á espera destas coisas da parte da Mel, e o Kun, bem o Kun quis logo tirar foto, mas desta vez fui eu quem pôs nas redes sociais.


"Obrigada mana, e a ti Kun, por teres tanto significado na minha vida, pois só contigo isto faria sentido amo-te"

- Esta é a nossa filha. E esta é para ti Sergio. - Disse a minha mãe.




- Muito muito obrigado. - O Kun estava completamente estupefacto e eu também, era lindo o relógio e ele não estava de todo á espera.
- Eu não disse que este natal era sapatos mana? - Riu a Mel, o que me levou a rir também.
- Adoro, obrigada aos dois. - Dei-lhes um abraço.
- Agora as vossas, vá. - Disse a Mel toda empolgada.

(Kun)

- Queres dar primeiro princesa?
- Se quiseres amor.
- Então eu dou primeiro que estou ansioso.
- Não acredito Kun, isto é ouro!! E é tudo tão lindo. Posso mostrar aos teus fãs o perfeito que és? - Corou ela. Sorri e acenei que sim com a cabeça.


"Sem dúvida das melhores prendas, és perfeito e eu, amo-te, tanto mas tanto. Isto são apenas detalhes porque bastava-me o teu amor, obrigada mi amor"

Foi a vez da Maria me dar a prenda e quando vi aquelas belezas nas minhas mãos só me consegui agarrar a ela. 

- Obrigado reina, obrigado mi amor. - Foi a minha vez de partilhar com todos.
- De um lado tem Kun, do outro tem Maria. - Disse ela envergonhada, o que me fez o coração cheio.


"Para quem diz que a perfeição não existe, a minha namorada é bem real, amo-te imenso reina"

(Maria)

- Oh meu deus, que coisa boa - Gritou a minha mãe.
- Esta é a nossa prenda para vocês. - Oferecemos um pequeno yorkshire aos meus pais, e o léo, que estava a dormir pacificamente começou a brincar com o bebé, que esteve no meu quarto escondido.


Enquanto os meus pais não largavam o benji (sim, assim que pegaram nele ao colo, a minha mãe disse, vais ser benji) nós fomos despedir-nos, o dia seguinte era o de fazer as malas e voltar para Inglaterra, porque apesar de eu estar de férias o Kun tinha treinos e a Mel, muito trabalho.

(Kun)

- Hoje está a ser o dia de eu ser lamechas mas, fogo Maria, tu és mesmo doida em ter comprado aquelas chuteiras, deve ter sido super caro, personalizadas ainda por cima.. - E beijou-me, daqueles beijos carregados de amor e de carinho. Queria-a como minha para sempre, não tinha dúvidas disso.


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

13º Capítulo - "Desde quando és tão lamechas Kun?"

Olá meus amores, aqui vai mais um, espero que gostem. 
Feliz Natal meus amores, espero que recebam muitas prendinhas, e que tenham muitos mimos, muitos muitos besitos!


(Kun)

Ela não dizia nada, e eu estava a começar a pensar que se calhar era cedo para ter feito tudo isto, provavelmente devia ter deixado passar mais tempo porque a nossa zanga não foi propriamente pacífica e estava a formular uma espécie de pedido de desculpas quando ela fala.

- Levanta-te Kun, não precisavas de tudo isto para eu te dizer que sim, óbvio que quero namorar contigo, mas porquê o anel?
- Porque quero que sejamos como casados, eu quero ser comprometido contigo, quero que todos saibam que és a minha miúda, que és tu quem eu amo, quero algo material que nos ligue.
- Desde quando és tão lamechas Kun? - Perguntou ela com o seu maior sorriso fazendo-me uma careta, daquelas que a faz fazer covinha do lado esquerdo e erguer uma sobrancelha, como ela é linda.
- Desde que te perdi a primeira vez e jurei para nunca mais. - Olhei-a sério.

(Maria)

Nunca na minha vida tinha encontrado alguém como o meu Agu. Alguém que lutasse assim por mim. Alguém que me amasse tanto e estivesse disposto a perder a própria família para ficar comigo.
Passou um mês, um mês de namoro, de algumas birras de ambas as partes por ciúmes, apenas e só ciúmes, eu com as doidas atrás dele, e ele com um colega da faculdade; também muitos mimos e muitas conversas de como seria passado o nosso Natal, já que a situação com a mãe dele era péssima. Hoje era o último dia de campeonato, depois só em Janeiro e eu estava com a minha irmã no estádio, estava apinhado, o City estava bem, estava em primeiro lugar da Premier e o meu Kun, mais contente não poderia estar, ajudar a equipa com tantos golos marcados fazia-o sentir-se bem, sentir-se realizado!

- Tudo o que marcar é para ti pequeña, te quiero. - Disse-me dando-me um beijo apressado.
- Te quiero Agu. - Disse-lhe mandando um beijo soprando, para ele.

O Kun marcou, e fez questão de mandar um beijo para os camarotes, olhando para mim.

( Uma coisa assim parecida, mas com ele todo sorrisos como devem imaginar! )


- Tanta baba Maria. - Comentou a Mel.
- Tanta inveja Mel. - Respondi na mesma moeda.
- Tens piada às vezes maninha.
- Tenho? Agora a sério, quando é que tu arranjas um homem?
- Óh Maria, eu quero lá saber de homens, eu tenho é trabalho, muito trabalho. 

(Kun)

O jogo acabou, estava na altura das férias e eu, a Maria e a Melissa partíamos na manha seguinte, com o léo, para a Argentina, ainda não sabia bem como seria o meu Natal, só queria que passasse o mais rápido possível.

- Mi reina. - Abracei-a assim que saí do balneário e a vi.
- Agu, mas que golo! - Disse super animada.
- Tudo para ti guapa. - Estava a precisar dos beijos e dos abraços dela.

(Maria)

- Estás estranho,..!
- Não sei como vai ser amanhã preciosa. - Disse agarrando-me as mãos, fazendo pequenos círculos nelas.
- Amanhã? Vamos para Quilmes e só tens é de ter calma, vais falar com a tua mãe e vamos resolver as coisas com a minha família.
- Falar com a minha mãe? Nem penses amor. 
- É Natal, não a vais deixar sozinha Kun.
- Como é que consegues ser assim tão,..perfeita? Depois do que ela nos fez, tu ainda queres o bem dela.
- É tua mãe, tem de ser cariño, mas depois podes vir ter comigo, dormíamos assim juntinhos. - Disse puxando-o pelas calças de fato treino, para mim, mordendo o lábio.

(Kun)

- Tenho saudades tuas. - Sussurrei.
- Já não sei, nem quero viver sem ti mi amor. - Começou a beijar-me o pescoço.
- Anda cá reina. - Pu-la no meu colo e levei-a para o quarto.

***

Acordei assustado com a campainha a tocar freneticamente. Abri a porta ainda a esfregar os olhos.

- Oh Sergio, veste-te!
- Mas estás aqui a esta hora a fazer o que Melissa?
- Temos um avião para apanhar.
- Ah, sim esqueci-me disso. Vou acordar a tua irmã e vamos,..
- Nem quero saber do resto Kun - interrompeu ela - vou brincar com o léo.

- Amor, temos de ir embora. - Dizia enquanto a enchia de beijos nas bochechas.
- Já? - Disse com carinha de sono espreguiçando-se.
- Sí reina, depois dormes no avião.

(Melissa)

Estávamos no avião a ter uma conversa sobre como seria quando lá chegássemos, até que percebi que estava a falar sozinha, tinham adormecido. Resolvi tirar uma foto do momento de ternura daqueles dois.



- Mana - sussurrei - acorda, vamos aterrar.
- Já chegámos? - Perguntou ela abrindo um só olho.
- Já, anda lá. Acorda o Kun, vamos embora.

***

(Maria)

- Têm a certeza que devo ir? Eu posso ir para um hotel ou assim.
- Não vais nada para um hotel Agu, vens connosco e depois de falares com a tua mãe logo decidimos, ainda é só dia 22, temos algum tempo.
- Sim, o nosso pai vai perceber que tu não tens culpa nenhuma, vocês amam-se, só têm de aceitar. - Resmungou a Mel.

Tocámos à campainha e foi a minha mãe quem veio abrir.

- Oh minhas filhas lindas, que saudades. - Disse enchendo-nos de beijos, dando logo de seguida imensas festinhas ao léo - que cão tão lindo.
- Também tínhamos saudades mãe. - Respondeu a Mel - é do Kun.
- Olha, acho que há coisas a resolver Mamá! - Disse à minha mãe olhando para o Agu.
- Há sim, eu já o aceitei desde aquela vez, e vais ver que o teu pai também, tive umas conversas com ele.
- Não era preciso mãe, eu posso resolver.
- Meu amor, é claro que era preciso, eu sei que o Sergio não te quer mal, nem a ti nem a nós e o teu pai reage muito a quente, vá vamos entrar que tenho o comer quase feito.

Entrámos em casa e nada me podia espantar mais do que ver o meu pai cumprimentar o Kun como se realmente não tivesse acontecido nada.

domingo, 26 de outubro de 2014

12º Capítulo - "Estava perdida naquele homem"

Olá meninas. Aqui vai mais um capítulo, depois de algum tempo, mas pronto, é o que tenho conseguido, espero que gostem e comentem, beijinhos.

(Kun)

- Tive tanto medo Kun. - Dizia ela agarrada a mim, ainda com lágrimas a escorrerem pelo rosto.
- Foi um pesadelo, só isso meu amor, eu não saio mais daqui, anda tentar dormir, ainda é de madrugada. - Disse com a voz mais calma possível.
- Posso dormir aconchegada a ti? - Perguntou envergonhada.
- Isso é pergunta princesa? Anda cá. - Puxei-a para mim e dormimos o mais agarrados possível, ela estava em pânico, sentia-a a tremer.

Quando senti a respiração mais pesada e o corpo a descair, percebi que ela tinha consigo acalmar-se e adormecer. Aconcheguei-me mais nela, e adormeci.

(Maria)

Acordei e o Kun estava todo destapado e numa posição nada confortável, tentei ajeitá-lo sem o acordar e fui tomar um banho, sentia-me estranha, com os olhos inchados, sabia o que tinha acontecido, mas não consigo lembrar-me do que sonhei. Pus a água a correr e meti-me dentro da banheira. Passado uns minutos senti uns braços rodearem-me, aquele cheiro característico não enganava ninguém. Senti-me nervosa. O Kun ia enchendo as minhas costas de beijos, até que me virei para ele, olhei-o nos olhos e senti sem qualquer duvida na minha cabeça, que ele é o meu homem, com quem eu quero ficar, aconteça o que acontecer.

(Aguero)

Tentei controlar-me ao máximo, não queria fazer nada que a Maria não quisesse, simplesmente não me mexia, e ela ria, ria imenso, só consegui rir também, era impossível não sorrir ao ouvir a gargalhada daquela miúda, mas ela estava a picar-me, estava mesmo, até que me começou a dar beijos ao de leve.



(Maria)

Estava perdida naquele homem. Queria que o Kun percebesse o que eu queria sem ter de lhe dizer, e com isso estava a levá-lo à loucura, o que me fazia rir, visto que o esforço dele, para se controlar, estava a ser muito. Senti que tinha de acontecer, e eu queria, eu queria mesmo fazer amor com ele.
Não demorou muito até ele perceber o que eu realmente queria. Apenas me olhou nos olhos e pronunciou um "tens a certeza?" ao que eu respondi com um beijo prolongado que não deixei que acabasse. Acabou por me pegar ao colo e levar-me para a cama, onde me pousou com a maior delicadeza possível.

(Kun)

Estava ciente de que isto era importante para ela, assim como era para mim, por isso não pensei em mais nada e levei-a para a cama, e senti os nossos corpos unirem-se num só, tinha sido provavelmente a melhor coisa para provar que contra este amor, nada vale.

- Estás arrependido Agu?
- Estou apaixonado princesa, amo a tua personalidade, amo o teu sorriso, amo essas covinhas que fazes quando estás envergonhada, amo o teu corpo, amo-te, amo-te tanto.
- Óh mor, assim deixas-me sem jeito, mas não respondes-te.
- Ainda tens duvidas reina? - Beijei-a.
- Te quiero! - Disse ela entre beijos.

(Maria)

- Quer horas são Kun?
- Horas de irmos comer alguma coisa, que há tarde tenho treino bebé. - Disse ele beijando-me o pescoço, descendo para o ombro.
- Pois, e não queres ficar cansado para o treino amor. - Disse afastando-o.
- Sim tens razão, mas era um cansaço tão bom reina. - Só me consegui rir.
- Vá e almoçamos o quê? - perguntei entrando na dispensa - Pode ser uma salada, misturamos imensas coisas que aqui tens, não convém ficares muito cheio.
- Ai tão linda, ela toda preocupada. - Agarrou-me por trás na cintura. Virei-me para ele.
- Kun, vá lá assim não consigo.
- Não consigo largar-te princesa.
- É e não tarda quem não consegue sou eu, anda lá Agu, temos de comer.
- Pronto vá princesa, vamos lá.

Fizemos o almoço, uma salada rápida, e o Kun seguiu para o treino, fui com ele, queria ir ter com a minha irmã, que estaria lá de certeza.

(Melissa)

- Uau, bons olhos vejam a minha maninha. 
- Oh até parece Mel, hoje já vou para casa!
- Vais? Porque é que não ficas com o Kun?
- Pronto, quem é que já levas-te para lá?
- Ninguém, até porque eu sabia que ias voltar, um dia. - Brinquei.
- És mesmo parva, diz lá, quem é o sortudo? - Insistiu ela.
- A sério não é ninguém, eu estava a meter-me contigo, eu transformei foi o teu quarto no meu escritório, aquilo é só papelada dos jogadores do City. - Basicamente era verdade, já não tinha espaço para tanta coisa, eram tantos relatórios médicos que já não sabia onde pôr.
- Ah, está bem, queres que fique com o Kun então?
- Não te importas meu amor?
- Claro que não, tens é de me deixar ir lá buscar coisas.
- Sim claro. Olha lá e essa conversa correu bem, esse sorriso,..! - Mudei de conversa.
- Depois sim, correu, mas quando lá cheguei, a mãe do Kun estava basicamente a obrigá-lo a ficar com a outra, e não gosto nada de o ver contra a mãe, mas pronto, aquela mulher é mesmo má! Tens a noção que ela já nos conhecia e tentou roubar a nossa família?! - Fiquei em choque com o que ouvia da boca da minha irmã, eu sendo mais velha que ela sabia pormenores que ela desconhecia, e saber que tinha sido a mãe do Kun que tinha provocado tudo aquilo,.. ia ser mesmo complicado algum dia as nossas famílias darem-se bem.
- O quê?! A mãe do Kun?! Tens a certeza disso?
- Tenho, infelizmente tenho Mel.
- Essa mulher não vale mesmo nada. Apesar de ser mãe dele, desculpa cariño, mas não podes perdoá-la.
- Ela nem gosta de mim, portanto podes perceber né!
- Mas estas confusões todas não são a razão desse sorriso pois não?
- Fizemos amor. - Disse a Maria tão rápido que quis ouvir melhor.
- Vocês o quê? - Delirei.
- Fizemos amor Mel. 
- Aiii que lindos, já mereciam um tempo para vocês. - Abracei-a, aquele sorriso dava-me orgulho.




(Maria)

Depois de tanta conversa e de me despedir da minha irmã, fui até ao estacionamento, o treino já deveria ter acabado, e deduzi isso mesmo porque já não haviam carros na garagem, que era onde todos os jogadores os deixavam, nem mesmo o do Kun. Voltei para o gabinete da Mel.

- Mel, viste o Kun?
- Não princesa porquê?
- O treino já acabou, ele foi-se embora e nem me disse nada. - Isto não era nada do meu Agu.
- Tens a certeza? já viste o teu telemóvel e assim? - Tirei-o do bolso e mostrei à Mel.
- Como podes ver, nada!
- Vai procurar pelo estádio, pode ser que encontres, agora não posso mesmo ajudar-te.
- Eu vou tentar encontrá-lo.

(Kun)

Sabia que tinha de me despachar a tratar de tudo antes da Maria ir à minha procura. A Melissa quis ajudar, e enquanto tentava empatar a Maria, disse que lhe dava um toque quando tivesse tudo preparado. e quando acabei, olhei para o que fiz, estava realmente bonito, só aquele mulher para me pôr assim. Estava tudo arranjado, tudo preparado, estava na hora de ir ter com ela. Vi-a de costas e resolvi agarrá-la pela cintura.

- Olá mi reina.
- Ai Kun, que susto!
- Calma princesa. Vem comigo. - Peguei na mão dela e puxei-a.

(Maria)

O Kun levou-me ao centro do relvado, fez um coração de pétalas intercaladas com velas vermelhas e com um anel na mão, ajoelhou-se.

- Foi onde tudo começou, é o nosso sítio especial, foi onde o meu olhar cruzou com o teu e onde o meu coração começou a bater mais rápido, é aqui que quero viver este momento, quero ter-te para mim e dizer a todos o quanto eu te amo, quero fazer-te feliz, quero que sejas a minha pequenina, quero que digas que o "nós" vai ser para sempre. Maria, queres namorar comigo?







domingo, 28 de setembro de 2014

11º Capítulo - "Fui eu? Tens a certeza? Então foste embora porquê?"

Olá!
Ok, eu sei que isto é um "crime", estive de férias e fui uma desleixada nos caps, e não há desculpa, não há mesmo, o que houve aqui foi mesmo muita falta de inspiração, mas aqui vai e prometo (prometo mesmo!) que vou tentar postar com mais regularidade, é pequenino mas não deu mesmo para mais, espero que mesmo assim gostem e comentem, besos.

(Aguero)

- Pois temos Sergio, aliás e uma conversa bem séria, achas que dá?
- Hum, bem, eu vou embora Kun, qualquer coisa liga-me sim? - Deu-me um beijo e virou costas.
- Espera Maria, fica, a conversa envolve a tua família, por isso, fica. - Disse o meu pai.
- Tem a certeza?
- Tenho!

Entrámos em casa, fomos directos à sala, o meu pai parecia querer falar de algo mesmo sério, no entanto estava o mais sereno possível.

- Podes começar pai.
- Primeiro queria pedir-te desculpa por ter desaparecido assim, de repente, e sem avisar fosse quem fosse. 
- Não peças, já passou, aliás sobrevivi não é? - A Maria apertou-me a mãe com força. Sabia como eu me sentia em relação ao meu pai.
- Sim, sobreviveste, mas sem um pai, que sei que sentis-te falta. Mas passando isso, o que eu vos quero dizer que implica a Maria é exactamente aquilo que vocês pensam que eu fiz, mas quem fez foi a tua mãe Kun.

(Maria)

O choque na cara do Kun era desesperante. Estava de boca aberta, com lágrimas a começar a escorrer e sem reacção possível.

- Kun,..! - Suspirei eu.
- Isto não pode ser verdade. Como é que posso saber que dizes a verdade? E o que tem isso a ver com o teu suposto desaparecimento? Não estou mesmo a perceber!
- Kun, a Maria faz parte das poucas famílias consideradas ricas, que vivem na Argentina, e a tua mãe sempre sonhou com a vida que a família dela leva. Digamos que a tua mãe sempre quis viagens, roupas, coisas bastante caras e então uma casa com a da Maria nem se fala, andava sempre a falar disso! Nunca tivemos grande poder económico mas a tua mãe passou dos limites quando quis roubar tudo à família da Maria, que quando descobriu que era a tua Maria, passou-se.
- Então a mãe não gosta mesmo da Maria? tem inveja? Não tinha ideia da mãe tão má.
- Contra a Maria ela não tem nada, mas sim, inveja tem muita. E sinceramente não sei bem o que ela é, acho que nunca me chegou a amar verdadeiramente, a coisa boa foste mesmo tu.
- Fui eu? Tens a certeza? Então foste embora porquê?
- Porque não aguentava mais aquilo. A tua mãe estava constantemente a pressionar-me para arranjar dinheiro para ela, e dizia vezes sem conta que um homem a sério tinha dinheiro para os caprichos da mulher, percebes com isto que nem era para te estragar em mimos, era pura e simplesmente para ela. Como deves calcular, não aguentei. Eu sei que não te devia ter deixado com ela, sozinho, mas quero recuperar-te, sei que é difícil, é óbvio, mas estou cá para isso e não desistir.

Aquela afirmação fez-me sorrir, sabia que o Kun não iria esperar muito mais tempo, e iria perdoar o pai.


(Aguero)


- Com o tempo pode ser que tudo melhore. - Lancei um pequeno sorriso.

- Conto com isso. - Disse o meu pai.

O meu pai acabou por se despedir de mim e da Maria, dizendo que tínhamos muito que falar os dois.


- Não disseste nada durante a conversa princesa. - Disse, virando-me para ela preocupado.

- É tão assustador saber que alguém pode ser assim tão mau como foi a tua mãe, e custa-me mais sendo tua mãe, quer dizer, és o homem que eu amo, com quem eu espero ficar para o resto da minha vida, e acontece isto. Vamos ter sempre entre nós alguém que se odeia, já imaginaste quando tivermos filhos? Que lindo, vão crescer com a família a odiar-se.

Estava o mais sério possível a ouvir todas as palavras que saiam da boca dela quando o "já imaginas-te quando tivermos filhos?" me ecoou várias e várias vezes pela cabeça. A sério que ela já pensava nisso? Há minutos duvidava que ficássemos bem tão cedo, e agora a minha pequena já planeava uma vida comigo. Eu tinha sem dúvida a melhor pessoa de todas do meu lado.


- ... enfim, não dizes nada Kun?

- O quê? Desculpa princesa não ouvi.
- Pois já percebi, estavas a pensar em quê?
- Não fiques chateada, mas a parte dos filhos ficou-me na cabeça.
- Porque haveria de ficar chateada? É uma coisa que quero e que acho que também queres, não para já, mas futuramente sim, sem dúvida.
- Te quiero tanto reina.




(Maria)


O Kun deu-me o beijo mais apaixonado que alguma vez senti. Estávamos bem, finalmente estávamos bem e eu sentia uma calma incrível ao lado dele, propus-lhe uma noite diferente.


- Príncipe, não te apetece assim uma noite em conchinha? Apetece-me tanto dormir nos teus braços.

- Estava a ver que tinha de insistir para que cá ficasses. - Sorriu.
- Estúpido! Agora devias dormir sozinho, devia trocar-te pelo léo.
- Não conseguias resistir sem mim amor.
- Quem disse ó convencido? léo, vem cá bebé. - Quando digo isto tenho o léo a saltar-me para o colo. - Quem é o bebé lindo da dona? - disse com voz amorosa, dando mimos ao léo.
- És mesmo parva, anda cá. - Puxou-me para ele e pegou-me ao colo.
- Vamos para o quarto pode ser princesa? - Perguntou.
- Estava a ver que tinha de insistir - Disse imitando a voz dele.
- A princesa tem tanta piada. - Puxou-me para as cavalitas dele e fomos entre brincadeira os três para o quarto.

(Aguero)


Depois de aconchegar o léo na cama dele, deitámo-nos e fiz questão de a adormecer com festinhas pelo cabelo dela. Senti a sua respiração cada vez mais pesada, sinal de que se tinha rendido ao cansaço e tinha adormecido profundamente. Olhava-a com bastante atenção, ela era linda, cada traço do corpo dela era perfeito, tinha tanto orgulho nela. Acabei por adormecer a olhar para a princesa.

Acordei para ver do léo e beber um copo de água. Quando estava na cozinha ouvi um grito altíssimo e deduzi que fosse da Maria, subi as escadas o mais rápido que pude e abracei-a, ela estava sentada na cama a chorar compulsivamente.

- Maria, o que é que se passa? Estavas a dormir tão bem meu amor. - Toda ela tremia, soluçava, eu já não sabia o que fazer. O léo que se assustou tanto ou mais que eu saltou-lhe para o colo. Ela agarrou-nos aos dois com imensa força.

- Tive um pesadelo horrível Kun. Foi com a tua mãe.
- Anda cá princesa. - Abracei-a o mais forte que consegui. Eu ia protegê-la, até da minha própria mãe.









quarta-feira, 13 de agosto de 2014

10º Capítulo - "Tu às vezes és tão parva"

Olá! eu sei que sou uma pessoa horrível a postar a tempo e horas mas pronto, o capítulo até é grandinho, espero que gostem e que deixem as vossas opiniões, besitos!


(Agüero)

- Melissa?
- Sim, sou mesmo eu, achas que podemos falar?
- Claro, sobre a Maria certo?
- Exactamente, mas podias passar aqui por casa?
- Não sei se será boa ideia,..a tua irmã não me quer ver à frente.
- Ela não está chateada contigo, por isso vem cá e fala com ela.
- Não está?
- Claro que não, quem fez a porcaria não foste tu.
- Posso ir aí agora?
- Não sei do que estás à espera.

Desliguei, peguei no carro e fui o mais rápido que consegui até casa delas. Toquei e quem abre é a Maria.

- Kun,..o que estás aqui a fazer?
- Quero falar contigo.
- Se é sobre nós, Kun, eu não aguento estas coisas todas e só te peço que percebas.

Ouvi-la a dizer “nós” deu-me esperança de que tinha mesmo de continuar a lutar por ela.

- Não, não é sobre nós.
- Então?
- O meu pai foi lá a casa falar comigo.
- O teu pai?
- Sim. E teve uma conversa estranha comigo, gostava que me ajudasses a descobrir o que realmente se passa, começo a pensar que secalhar ele até é boa pessoa sabes?!
- Claro que te ajudo, somos amigos certo? Isso quer dizer que estás a pensar desculpá-lo?
- Amigos,..claro que sim! Pois, com o tempo se verá.
- E então o que queres começar por fazer?
- Para já, falar com o meu pai.
- Apesar de ser uma óptima ideia, como fazemos isso? Ele parece daqueles agentes secretos que aparece quando alguma coisa muda, tipo, como se nos visse vinte e quatro sobre vinte e quatro horas e soubesse exactamente quando aparecer.

Aquela afirmação dela fez-me rir, só de pensar no meu pai como um agente secreto.

- Sim até tens razão, então o que temos a fazer é esperar.
- Sempre que precisares de alguma coisa vem falar comigo sim Kun? Sempre que puder vou ter contigo.

Só consegui sorrir e babar-me todo com a mulher que tinha à minha frente, se ela me amava e estava disposta a ajudar, podemos voltar a ser o que ambos queremos.
Puxei-a para mim e encostei a minha testa na dela.

- Vou reconquistar-te, podes ter a certeza!

(Maria)

Sorri, apesar de não estarmos juntos ele continuava a amar-me como no primeiro dia. Eu não tenho dúvidas de que ele é o homem da minha vida, mas ver a mãe contra ele era algo impensável para mim. Da mesma maneira que ele não ia desistir, eu também não ía.

- Não precisas, eu estou completamente apaixonada por ti Kun, só não consigo estar contigo quando a tua mãe me odeia.
- Ela não te odeia, alguma coisa se passa, mas não quero saber. Eu amo-te e é contigo que eu quero ficar, com ou sem o apoio dela.
- Não é bem assim Kun e tu sabes, já perdeste o teu pai, não posso fazer com que percas a tua mãe!
- Eu não perdi o meu pai, quer dizer perdi, mas ele voltou e está disposto a tudo, agora a minha mãe,..ela é que me quis perder princesa, e eu quero-te de volta, é por ti que estou disposto a fazer tudo. – Disse-me puxando-me para ele.

Tudo o que ele me dizia fazia estremecer o meu coração que neste momento estava muito muito apertado. Eu sabia que o estava a fazer sofrer, onde é que faz sentido duas pessoas que se amam estarem separadas? Não faz, simplesmente não faz, mas escolhia-me a mim, ele disse que me escolhia a mim e neste momento eu sinto-me dividida! Com medo da reação da mãe dele se decidisse voltar, mas completamente feliz se isso acontecesse!

- Apetecia-me tanto beijar-te. – Pensei para mim.

O Kun sorri e beija-me. Um beijo intenso que me fez perceber que aquilo que tinha dito não foi afinal só na minha cabeça. Não consegui não resistir, eu amo aquele homem!





(Agüero)

Quando a ouvi dizer que me queria beijar, as saudades falaram mais alto e agarrei nela, beijei-a. Apetecia-me tê-la apenas para mim, eu amo-a, amo-a de mais para a perder por causa de uma birra da minha mãe.
- Maria, fica comigo, por favor.
- Kun, eu não quis dizer aquilo,..quer dizer quis, mas não era alto, não era suposto, assim torna-se tudo muito mais difícil.
- Eu não quero saber de nada, por favor, não precisa de ser difícil, por favor, se nos amamos porquê estarmos assim?! Não percebes que sem ti não consigo?
- Kun já chega!
- Vem comigo!
- Vou contigo onde? Kun a sério não percebes as coisas? – começou ela com lágrimas a escorrerem – eu já te disse, sim eu amo-te, sim eu quero ficar contigo, mas não consigo! Não era suposto ter sido um pensamento que tu ouvisses, mas foi e agora não quero mais, já chega! Assim não aguento e não quero a tua mãe fora da tua vida!
- Tu não percebes que não quero saber disso?! Eu amo-te miúda, sou completamente louco por ti. Eu não tenho idade para só fazer as coisas se a minha mãe o permitir! Eu tenho idade de saber o que quero e querer aquilo que me faz feliz, e és tu, só tu.
- Tu és tão teimoso Kun, porra! – Disse ela limpando as lágrimas e virando costas.
- Namora comigo! Às escondidas se preferires, mas namora comigo, por favor. – Disse fazendo-a virar.
- Não posso Kun, desculpa.
- Não vou desistir princesa! – Dei-lhe um beijo na bochecha e saí.

Quando estava a chegar a casa vejo a minha mãe com a minha ex namorada.

- Mãe o que estão as duas aqui a fazer?! – Gritei.
- Faz o que tens de fazer Kun, e não sejas tolo. Ela está disposta a voltar para ti. – Não percebia nada do que a minha mãe dizia, até que ela se chega a mim e me tenta beijar, agarrando-me na cara com imensa força.

(Maria)

- Tu às vezes és tão parva. – Disse a minha irmã.
- Ó Mel por amor de deus, agora não!
- Mana, ele nem quer saber da mãe dele, tudo por ti e tu fazes isto? Achas normal?
- Não consigo ok Mel?! Não dá! Ele não tem de perder a mãe.
- E já pensas-te que pode ser a mãe a má da fita desta história toda?
- Oh achas mesmo?
- Sinceramente? Até acho. Se eu fosse a ti já tinha ido atrás dele.
- Tu irritas-me tanto, a sério.

Peguei no casaco e saí em direcção a casa dele. Quando lá cheguei, não me aproximei muito, tendo em conta que vi a mãe dele com mais uma rapariga que deduzi logo quem fosse. Vi-a agarrar na cara do Kun e já estava tão à espera do beijo que não consegui aguentar.


Viro-me de costas para me recompor, a culpa não era dele, a culpa não era dele. Era só nisso que conseguia pensar. Virei-me de novo para a frente e estava a rapariga no chão, o Kun tinha-a empurrado e não tinha sido devagar para ela se estar a queixar.

- Mas desde quando tu bates em mulheres Sergio Aguero?! – Gritou a mãe dele.
- Eu não lhe bati, e depois ela não é nenhuma mulher, nem ela nem tu! Ela já me desiludiu imensas vezes e não espero nada dela nem quero esperar, só quero que ela desapareça, mas tu,..tu mãe, eu tinha-te como um exemplo e tu fazes-me isto! Eu amo a Maria ouviste? E vou fazer de tudo para ficar com ela, não vais ser tu a impedir-me, podes ter a certeza. Agora faz-me um favor e não me apareças mais à frente, nem tu, nem ela! – Disse ele com um tom de voz triste.

Fiquei tão orgulhosa da atitude dele que não pensei em mais nada se não correr para ele. Beijei-o e ele puxou-me para o seu colo.



- Quero! Quero muito, muito voltar para ti, nós vamos conseguir, eu vou conseguir por ti, por nós.
- Te quiero mi reina.

(Agüero)

Quando a pousei no chão, ouvi uma tosse, pensei ser a minha mãe e nem liguei, mas depois de falar percebi que era o meu pai.

- Posso interromper? – Disse simpaticamente.
- Ah pai, claro. – Pus a Maria no chão – Precisamos de falar.